SBPC abre espaço para conhecimentos e práticas tradicionais dos indígenas

Mais Lidos

  • Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções.

    Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

    LER MAIS
  • O que falta no programa de Lula. Artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira

    LER MAIS
  • A figura de Trump provavelmente pairará sobre a viagem do papa à América Latina

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

21 Julho 2015

Na segunda edição da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Indígena (SBPC Indígena), uma programação especial foi preparada para fomentar um espaço de discussão e para mostrar a cultura e o conhecimento desses povos para o Brasil. A atividade faz parte da programação da 67ª Reunião Anual da SBPC.

A reportagem foi publicada pelo INPA, 18-07-2015.

A programação reúne indígenas e não-indígenas. São realizadas atividades que mostram os conhecimentos tradicionais, por meio de oficinas, mesas-redondas e minicursos de pintura xavante, arte e artesanato, música, astronomia, alimentação e medicina indígena. Além de debates sobre direitos indígenas contemporâneos e as discussões sobre ética, práticas e políticas científicas.

Para a índia amazonense da etnia Marubo, Marta Marubo Comapa, a SBPC Indígena representa uma oportunidade muito grande para disseminar a cultura de povos que são esquecidos ou pouco conhecidos. “É um desafio unir a ciência moderna e os nossos conhecimentos, mas precisamos quebrar as barreiras. Não podemos ficar para trás”, disse Comapa.

Para o indígena amazonense da etnia Kambeba, Ivan Paulo Braga, é difícil vencer o preconceito da cidade grande. “A questão financeira e a distância são um empecilho muito grande para o nosso avanço”, disse.

Comapa e Braga chegaram recentemente a São Carlos. Eles fazem parte do programa de educação Ações Afirmativas da UFSCar, que desde 2008 recebe indígenas em todos cursos através do Vestibular Indígena.

A primeira SBPC indígena ocorreu no ano passado, na Universidade Federal do Acre (UFAC).