Ex-ministro de Direitos Humanos do Brasil pede que Caetano e Gil cancelem shows em Israel

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Junho 2015

O ex-ministro de Direitos Humanos do Brasil Paulo Sérgio Pinheiro aderiu ao movimento BDS (campanha global de boicote, desinvestimento e sanções a Israel) ao enviar uma carta na terça-feira (02/06) aos músicos Gilberto Gil e Caetano Veloso para pedir que eles cancelem o show previsto para 28 de julho em Tel Aviv.

A reportagem é de Patrícia Dichtchekenian, publicada pelo Opera Mundi, 03-06-2015.

“Pelo exemplo, pelo reconhecimento que vocês têm no Brasil e em todo o mundo, pela influência que vocês exercem junto a milhões de jovens, pela autoridade moral de resistentes à ditadura militar e de lutadores contra a censura, ouso pedir a vocês que não se apresentem em Israel”, escreveu Pinheiro na carta a que Opera Mundi teve acesso [leia abaixo o documento na íntegra].

No documento, o ex-ministro — que também é membro da CNV (Comissão Nacional da Verdade) e ex-relator da ONU (Organização das Nações Unidas) — relembra músicas de Gil como “Canção pela libertação da África do Sul”, sobre o apartheid na nação, e compara esse sistema político à atual situação de aprofundamento de discriminação e de racismo a que árabes israelenses e palestinos são submetidos em territórios palestinos e em Israel.

Além de lamentar a atual condição da Faixa de Gaza, que classifica como “prisão a céu aberto”, Pinheiro recorda a “violência, intimidação e assédio” por parte de colonos israelenses na Cisjordânia ocupada, uma expansão que qualifica como “ilegal” e que “merece atenção”.

"O pedido de boicote cultural feito pelos palestinos é ecoado pela sociedade civil internacional. Grandes nomes fazem coro a esse pedido e não seria diferente aqui no Brasil. Paulo Sérgio, com toda sua experiência e compromisso com Direitos Humanos — enquanto ministro, relator da ONU e membro da Comissão da Verdade — não surpreende", afirmou a Opera Mundi Pedro Charbel, Coordenador Latino-americano do Comitê Nacional Palestino de BDS.

"O apoio do ex-ministro Paulo Sérgio ao boicote cultural materializa a coerência que esperamos de todas e todos aqueles com consciência e compromisso com a justiça, igualdade e liberdade", acrescentou Charbel, que coordena campanhas como o movimento chamado "Tropicália não combina com apartheid", que já coletou mais de 10 mil assinaturas pelo cancelamento dos concertos.

A carta foi lançado poucos dias após um apelo semelhante realizado pelo compositor britânico e ex-Pink Floyd Roger Waters.

Leia a íntegra aqui.