''Chega dessa paixão irracional pelo PIB'', diz cardeal que atua no Vaticano

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18 Mai 2015

A comunidade internacional realmente deve se comprometer com o desenvolvimento sustentável. É o que afirmou o cardeal Peter Turkson na Assembleia Geral da Caritas Internationalis que está sendo realizada em Roma.

A reportagem é de Vatican Insider, 14-05-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz – relata a Rádio Vaticano – advertiu em relação a uma "paixão irracional" pelo PIB, exortando os países mais ricos a promoverem uma economia inclusiva em favor dos mais necessitados.

O purpurado africano também reiterou a necessidade de abordar seriamente o desafio urgente das mudanças climáticas, que pesam especialmente sobre as populações mais pobres.

O presidente do Justiça e Paz evidenciou o paradoxo de um mundo que produz mais alimentos do que é preciso para os seus 7,3 bilhões de habitantes, mas que, depois, vê 800 milhões de pessoas famintas, mais de 10% da população planetária.

Para isso, observou, é necessário que finalmente a comunidade internacional "assuma o conceito de desenvolvimento sustentável", também levando em consideração como as mudanças climáticas e os desastres a elas relacionados se abatem sobre as populações já prostradas pela pobreza.

É a hora, exortou o cardeal Turkson, "abandonar" uma ''paixão irracional pelo PIB" e a acumulação de recursos para passar a trabalhar "junto com um desenvolvimento sustentável, em um sistema que ligue a prosperidade econômica à inclusão social e à proteção" do ambiente natural.

Retomando as palavras do Papa Francisco, o purpurado africano advertiu que, "sem uma conversão moral e uma mudança dos corações, as leis e as políticas" serão ineficazes.

"Sem um fundamento ético – afirmou – a humanidade será desprovida de coragem, de substância moral" para levar adiante propostas políticas justas. Se dominarem "o individualismo e o egoísmo", disse ainda, "não poderá haver desenvolvimento sustentável".

O progresso rumo à sustentabilidade, afirmou, "requer de fato uma abertura fundamental à relação", à "justiça, à responsabilidade", à "solidariedade". Os "cidadãos das nações mais ricas – foi ainda a sua exortação – devem estar ombro a ombro com os pobres, tanto no seu país quanto no exterior".