Não tenha medo – uma atitude para a Igreja e a sociedade. Artigo de Friederike Frücht

Foto: Pablo Heimplatz / Unsplash

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15 Agosto 2026

“Não tenhais medo!” é uma das frases mais conhecidas da Bíblia, comenta Friederike Frücht. Ela a vê como muito mais do que apenas uma palavra reconfortante para momentos difíceis.

O artigo é de Friederike Frücht, que dirige o departamento de comunicação da kfd e é editora-chefe da revista para membros, Junia, publicado por Katholisch.de, 17-08-2026.

Eis o artigo.

"Não tenhais medo!" é uma das frases mais conhecidas da Bíblia. Ela é ouvida pelos pastores no Natal, por Maria na Anunciação e por muitas outras pessoas que enfrentam um futuro incerto. A Bíblia reconhece o medo humano. Ela não o nega. Mas também não quer lhe dar a palavra final.

Ainda hoje, encontramos o apelo para não termos medo. Ele se dirige contra a intimidação, o ódio e a resignação. Isso guarda um claro paralelo com o "Não tenhais medo" bíblico: ambos nos encorajam a não recuar e a não permanecer em silêncio. Mas a palavra bíblica vai além. Não é apenas um chamado à coragem, mas uma promessa. A quem ouve "Não tenha medo" é dito: Você não está sozinho. Deus está com você. O medo não desaparece, mas perde seu poder.

Essa palavra tem uma relevância especial para as mulheres. Aquelas que aprenderam a ser cautelosas, a se conter ou a esperar resistência, encontram nela um incentivo para não se deixarem limitar pelo medo. "Não tenhais medo" pode ser a afirmação para defender a própria dignidade, assumir responsabilidades e estar presente onde as decisões são tomadas.

A Igreja também deve ser julgada por esse padrão. Aqueles que proclamam "Não tenham medo" não devem menosprezar as pessoas. E nossa sociedade precisa de mais confiança do que medo. As crises do nosso tempo não serão resolvidas pelo isolamento, mas sim pela coragem, pela solidariedade e pela disposição de estender a mão uns aos outros.

"Não tenhais medo" não é, portanto, uma frase reconfortante para tempos difíceis. É uma atitude. Para os cristãos, está fundamentada na promessa de Deus. Para uma sociedade democrática, permanece indispensável. Pois o futuro surge quando as pessoas encontram a coragem de agir apesar dos seus medos.

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