Freiras de Goldenstein escrevem carta aberta ao Vaticano – acusações graves

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04 Dezembro 2025

Na disputa pela ocupação do Mosteiro de Goldenstein, perto de Salzburgo, as três freiras que lá vivem recorreram também ao Vaticano. Em carta datada de terça-feira, à qual a Agência Católica de Notícias (KNA) teve acesso, elas solicitam a destituição de seu superior, o reitor Markus Grasl, da Abadia de Reichersberg.

A informação é publicada por Katholisch, 03-12-2025.

O Vaticano nomeou Grasl como chefe do mosteiro na Áustria – um procedimento comum quando uma ordem religiosa é pequena demais para se autogovernar. As freiras estão agora escrevendo ao dicastério competente no Vaticano: "Embora sua nomeação na época correspondesse aos nossos desejos, esse desejo mais tarde se mostrou um erro". Elas alegam que Grasl violou repetida e gravemente o direito canônico.

Irmãs: reitor se recusa a contato

Entre outras coisas, ele se recusou a ouvir as preocupações das irmãs sobre o futuro delas. "Ele se recusa a qualquer comunicação direta conosco e se comunica exclusivamente pela imprensa", afirma a carta. "Em vez disso, contra a nossa vontade, contrariando suas próprias garantias e violando a lei estadual, ele nos expulsou do convento e nos colocou em um asilo." Para evitar maiores danos à Igreja, as irmãs agora solicitam que Grasl seja destituído do cargo e substituído por um novo superior.

O destino das freiras de Goldenstein, todas com mais de 80 anos, ganhou destaque internacional nos últimos meses. No início de setembro, elas retornaram de um lar de idosos para seu antigo convento contra a vontade de Grasl. O prédio pertence à Arquidiocese de Salzburgo e à Abadia de Reichersberg desde 2022. As irmãs afirmam que inicialmente lhes foi prometida uma estada vitalícia; no entanto, após internações hospitalares, tiveram que se mudar para um lar de idosos no final de 2023.

No fim de novembro, Grasl apresentou às freiras uma proposta que lhes garantiria o direito de permanecer no convento "até segunda ordem". Entre as condições estava a cessação de suas atividades nas redes sociais — elas têm mais de 220 mil seguidores no Instagram — e o retorno a uma vida monástica reclusa. As freiras rejeitaram o acordo. Grasl então recorreu ao Vaticano para obter uma decisão.

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