Resolução frustra os avanços para limitar armas autônomas

Foto: Robertprzybysz | Canva Pro

Mais Lidos

  • Em nome de Deus: quando a política se apropria do Evangelho. Artigo de Martin Scheuch

    LER MAIS
  • “Os eleitores têm que pressionar os candidatos a se comprometerem a transformar a política de adaptação climática numa política de longo prazo, numa política de Estado com medidas emergenciais, que são, às vezes, necessárias, mas também com medidas de longo prazo”, insiste o cientista

    Plano de adaptação às mudanças climáticas: Brasil já fez lição de casa; é preciso implementá-la com urgência. Entrevista especial com Paulo Artaxo

    LER MAIS
  • O futuro em disputa: algoritmos, extrema-direita e autoritarismo. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Dezembro 2024

Rússia, Coréia do Norte e Belarus foram os três únicos países que não acompanharam as 161 outras nações que votaram contra o sistema de armas autônomas, a Resolução L.77, aprovada pelo Primeiro Comitê da Assembleia Geral da ONU, em 5 de novembro. Foi de 13 o número de abstenções. O Brasil acompanhou a maioria.

A reportagem é de Edelberto Behs.

A resolução reconhece os “sérios desafios e preocupações advindas das perspectivas humanitárias, legais, de segurança, tecnológicas e éticas”.

Apresentada pela Áustria e um grupo de 26 estados copatrocinadores, a resolução, informa o site Stop Killer Robots, levanta “as consequências negativas e o impacto dos sistemas de armas autônomas na segurança global e na estabilidade regional e internacional, incluindo o risco de uma corrida armamentista emergente, de exacerbar conflitos e crises humanitárias, e erros de cálculo”.

A organização Stop Killer Robots considera “extremamente decepcionante” que a resolução aprovada “não reflita o desejo claro da maioria da comunidade internacional de lançar urgentemente negociações sobre um instrumento juridicamente vinculativo sobre sistemas de armas autônomos”.

Lembra que o uso de ferramentas de IA militar, aplicadas por Israel em Gaza, mostraram o dano devastador e inaceitável produzido. Também lamenta que Rússia e Estados Unidos estejam competindo entre si, procurando vantagens militares nessa modalidade.

Análises e debate do tema terão continuidade no próximo ano, que “darão uma oportunidade de examinar questões que não foram o foco das atuais conversas do Comitê, como ética e direitos humanos, que os Estados podem e devem usar para construir bases sólidas para negociações de tratados que respondam de forma abrangente ao problema das armas autônomas”.

Leia mais