Cuidado com igrejas triunfalistas, alerta observador da vida eclesiástica

Igreja de Ouro no Pelourinho. (Foto: reprodução)

Mais Lidos

  • Edgar Morin e o seu centenário. Odisseia, complexidade e incerteza

    LER MAIS
  • Quando o clericalismo se torna narcisismo, o altar transforma-se num palco. Artigo de Phyllis Zagano

    LER MAIS
  • Fim da escala 6x1 avança no Congresso após pressão popular. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

05 Janeiro 2023

"Igrejas estão propagando um Evangelho de sucesso, de prosperidade, de autoexaltação, um evangelho que edifica o pecador em vez de convocá-lo ao arrependimento. Trata-se de 'um cristianismo cheio de riquezas e arrogância, cheio de energia carnal e sucesso mundano. É um cristianismo tão cheio de si que é virtualmente desprovido de Deus'", escreve Michael Brown, doutor em Línguas e Literatura pela Universidade de Nova York, em comentário para o portal The Christian Post.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Esse cristianismo, compara, é como a Igreja de Laodicéia nos tempos do Novo Testamento. Ela dizia: “Sou rica. Adquiri riquezas e não preciso de nada”. Ao contrário da visão do Apocalipse, que alertou: “Mas você não percebe que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu” (Ap. 3,17). O cristianismo triunfalista, destaca Brown, “se gaba de seus números, seu poder, sua riqueza, seus edifícios, seu sucesso externo. Ele ganha status de celebridade aos olhos do mundo”.

O articulista reconhece que é maravilhoso quando Deus abençoa seu povo com abundância financeira, capacitando seus filhos a cuidar dos feridos e necessitados, também ajudando-os a espalhar o Evangelho ao redor do globo. “Mas nunca vamos nos gabar de nossas riquezas, números ou edifícios. Nunca nos tornemos complacentes ou percamos nosso senso de urgência. E nunca esqueçamos que o Evangelho significa sempre o caminho da cruz”.

Igrejas da teologia da prosperidade divulgam um evangelho que edifica o pecador em vez de convocá-lo ao arrependimento, assinala. Vinculado ao movimento carismático, Brown alerta: “Cuidado com a armadilha do cristianismo triunfalista, um cristianismo que marcha para conquistar por sua própria força e poder”.

Leia mais