Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil, tema da revista IHU On-Line

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Por: Ricardo Machado | 11 Mai 2022

 

Em fevereiro de 1922 se realizou no Theatro Municipal de São Paulo a Semana de Arte Moderna, reunindo artistas de diferentes campos em torno do que seria uma arte brasileira modernista. Sob influência de diferentes vanguardas – futurista, cubista, espírito novista e dadaísta –, delinearam-se os contornos e denominou-se “modernismo” as expressões artísticas que vicejavam no país desde antes deste marco histórico, cheio de potencialidades e contradições. E, pensando justamente em dar vistas a essas complexidades, esta edição da revista IHU On-Line entrevista uma série de pensadores, pesquisadores e artistas indígenas que refletem sobre o tema.

 

Para pensar a Semana de Arte Moderna em suas nuances, Eduardo Sterzi, professor e pesquisador na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, e Veronica Stigger, professora universitária na pós-graduação em Histórias das Artes na Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, juntam os cacos do passado para reconstruir o imaginário modernista e seus desdobramentos um século depois.

 

Rafael Cardoso, pesquisador e historiador da arte na Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ, joga luzes sobre um debate ainda importante do modernismo, a saber: os riscos de uma memorialística saudosista e de celebração ufanística do modernismo brasileiro.

 

A entrevista coletiva com a professora Marília Librandi, pesquisadora no Brazil Lab, da Universidade de Princeton, EUA, e os artistas indígenas Daiara TukanoDenilson Baniwa Gustavo Caboco traz uma reflexão profunda e plural sobre a Arte Indígena Contemporânea – AIC e por que estas manifestações têm pouco ou nada a ver com o modernismo e, em última medida, com uma ideia monolítica de Brasil.

 

Deivison Campos, professor e pesquisador na Universidade Luterana do Brasil – Ulbra, aborda questões atinentes à questão racial no modernismo brasileiro, pensando aspectos ligados à representação de pessoas negras na arte brasileira do começo do século, considerando seus limites e a possibilidade de outras leituras.

 

Conhecido pesquisador da cultura no Brasil, Sergio Micelli, professor na Universidade de São Paulo – USP, debate as incontornáveis relações entre as elites políticas e financeiras com o modernismo, especialmente o chamado “modernismo mineiro”, no qual Drummond é a mais notável expressão.

 

 

Capa da revista IHU On-Line

 

 

A edição é complementada com uma série de publicações do Cadernos IHU ideias e Cadernos Teologia Pública publicados em 2022. São eles Técnica e Ética no contexto atual, de Oswaldo Giacoia JuniorValores cristãos, valores seculares e por que eles precisarão um do outro na década de 2020, de Alec RyrieO amor ao próximo como categoria ética em Simone Weil, de Ana Lúcia Guterres DiasUma abordagem da filosofia de Miki Kiyoshi, de Fernando WirtzYuval Noah Harari: pensador das eras humanas, de Rodrigo Petronio, e O Mundo é um grande Olho que vemos e que nos vê, de José Ángel Quintero Weir. Confira outras edições correlatas ao tema de capa desta edição na seção Retrovisor.

 

A todas e a todos desejamos uma boa leitura!

 

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