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14 Mai 2021

 

Tardia e insuficiente

“O que me incomoda aqui (a queda, nada pequena, da aprovação da administração do governo Bolsonaro) —e me faz pensar em alucinação coletiva— é que a reação da opinião pública é tardia e insuficiente. Não estamos, afinal, falando de um governo normal atuando em tempos normais, mas de uma administração que vem cometendo equívocos em série durante a pior emergência sanitária dos últimos cem anos. Já contamos quase meio milhão de mortes, dezenas de milhares das quais teriam sido evitadas se a gestão tivesse respondido à crise de forma apenas medíocre. Se a opinião pública brasileira fosse um bicho, já teria sido extinto por não ter conseguido interpretar corretamente os dados fornecidos pela realidade e reagido de forma a preservar a própria existência” – Helio Schwartsman, jornalista – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Sem trabalho, recorre ao vandalismo político

“Jair Bolsonaro pagou caro pelo apoio do centrão, mas não conseguiu formar maioria na CPI da Covid para se defender. O governo levou um baile tão grande nas primeiras semanas de investigação que o presidente precisou despachar o filho até a comissão para tumultuar o ambiente e chamar o relator Renan Calheiros (MDB) de "vagabundo". Essa é a arma mais usada pelo bolsonarismo quando se vê acuado: em vez de trabalhar, recorre ao vandalismo político. Com a negligência federal exposta de maneira indefensável, a única saída para o presidente é agitar suas bases e depredar as instituições que o incomodam” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 14-05-2017.

 

Desconfiança e desordem

“Bolsonaro tem medo da CPI e tem medo de ser derrotado na corrida à reeleição. Como não gosta de governar, só resta ao presidente estimular a desconfiança e a desordem” – Bruno Boghossian, jornalista – Folha de S. Paulo, 14-05-2017.

 

Bateu o desespero

“Encurralado por 430 mil mortes, a CPI da Covid, as condições da economia, o recorde de desemprego, o derretimento da sua popularidade e a revelação do 'tratoraço' pelo Estadão, ufa!, o presidente Jair Bolsonaro demonstra descontrole e atira contra seu novo alvo prioritário: o relator da CPI, senador Renan Calheiros. Sem defesa, ataca. Mas atacar Renan não o salva nem resolve nada” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

O papel de Bolsonaro

“Está cada dia mais claro o papel de Bolsonaro para a situação do País. Já seria inadmissível ele trabalhar contra uma vacina, mas ele trabalha contra duas. Tanto desdenhou da Pfizer quanto boicotou, e ainda boicota, a Coronavac. Uma poderia ter chegado a partir de dezembro e só pinga agora. A outra está sendo suspensa, depois de Bolsonaro atacar a China mais uma vez” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Bater em Renan, derrubar a urna eletrônica, não resolve

“O novo Datafolha é um marco: Bolsonaro atingiu seu pior resultado desde o início do governo (24% de aprovação e 45% de reprovação) e perde de 23% a 41% para o ex-presidente Lula no primeiro turno e de 32% a 55% no segundo. Se já está desesperado, imagina como ficará. Bater em Renan Calheiros não vai resolver. Nem tentar derrubar a urna eletrônica. Talvez, a saída seria ele cair na real e passar a governar. Mas pode ser tarde demais” – Eliane Cantanhêde, jornalista – O Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Desgaste

“Esta semana comprova que os governistas não estão dando conta de estancar o desgaste de Jair Bolsonaro nem nas redes sociais, arena onde o presidente e seus apoiadores quase sempre mantiveram a prevalência. O governo contava com 33,5% de manifestações positivas em abril, porém, até ontem, 13, o apoio recuou para 1,8%. Os índices de aprovação do presidente estão acima desse patamar, mas a trajetória de queda é similar: o apoio recua de 36,7% para 26,3%. É o que indica levantamento exclusivo feito pela .MAP, agência de análise e dados de mídia” – Coluna do EstadãoO Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Bolsonaro no banco dos réus

“Bolsonaro não está em pessoa no banco dos réus. Mas, simbolicamente, sim. É representado por cada um de seus cúmplices que se senta à mesa da CPI e que, querendo ou não, fornece informações” – Ruy Castro, jornalista e escritor – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Os pobres são a salvação do Brasil

“O que ainda me diferencia da maioria dos meus vizinhos de classe média alta é a reafirmação, durante meus dias no hospital, de que a classe trabalhadora, juntamente com os pobres, é a salvação desta nação” – Michael Kepp, jornalista norte-americano radicado há 38 anos no Brasil, autor de ‘Tropeços nos trópicos - crônicas de um gringo brasileiro” (ed. Record) e ‘Um pé em cada país’ (Tomo Editorial, 2015), acometido pela Covid-19, relatando sua experiência hospitalar no RJ, sob o título ‘Covid, os trabalhadores brasileiros e eu’ – Folha de S. Paulo, 15-05-2021.

 

Campanha Fora Bolsonaro

“A campanha Fora Bolsonaro —composta pelos maiores partidos de oposição (PT, PDT, PCdoB, PSOL, entre outros), centrais sindicais, movimentos populares— marcou para 26 de maio a próxima grande mobilização. Ela acontecerá em Brasília, devido à CPI, e em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Foi retomada a discussão sobre mobilizações de rua durante a pandemia, mas ainda sem consenso entre os grupos” – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Bolsonaro, Pfizer e 5.000 mortes

“O Brasil teria evitado pelo menos 5.000 mortes nos últimos meses caso o governo Jair Bolsonaro tivesse aceitado a oferta de vacinas da Pfizer em agosto do ano passado. É o que aponta cálculo feito a pedido da Folha pelo epidemiologista Pedro Hallal, professor da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e coordenador do Epicovid-19, o maior estudo epidemiológico sobre coronavírus no Brasil” – Julia Chaib, jornalista – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Não será…

“Líderes da oposição estão convencidos de que o governo, por ora, permanece imune e insensível a qualquer atraso de remessas de matérias-primas para a produção das vacinas contra a covid-19 produzidas pela China” – Coluna do Estadão O Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

…a vacina

“A conversa mudaria de rumo se houvesse retaliações dos chineses sobre as exportações do agronegócio do País” – Coluna do Estadão – O Estado de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Religião e 2022

“Os números (do Datafolha) sugerem que a religião não empurra tantos eleitores para o córner de Bolsonaro para derrotar Lula num embate direto —mesmo que o presidente abuse de um discurso conservador caro a esse eleitorado para se contrapor ao petismo” - Anna Virginia Balloussier e Bruno Boghossian, jornalistas – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Religião e 2022 - 2

“O Datafolha revelou agora é que o eleitorado não necessariamente esperará a liderança se descolar do bolsonarismo para fazer o mesmo. Em 2017, outra pesquisa Datafolha indicou que 8 em cada 10 brasileiros não costumam levar em conta a opinião de seus líderes religiosos quando eles fazem campanha por algum candidato” - Anna Virginia Balloussier e Bruno Boghossian, jornalistas – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Sobrevivência fala mais alto

“Diante de uma crise sanitária e econômica que ceifou 14 milhões de postos de trabalho e esvaziou pratos de comida no Brasil, não são pautas morais que supostamente mobilizam evangélicos —que são os mais pobres entre católicos e espíritas, os três maiores grupos religiosos—, mas a própria sobrevivência. É uma questão mais racional e existencial do que religiosa ou moral” - Clemir Fernandes, pastor, codiretor-executivo do Iser (Instituto de Estudos da Religião) – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

 

Vendaval de pautas identitárias

“Lula já foi eleito duas vezes com apoio de evangélicos, sobretudo nas bases, mas também com apoio de cúpulas denominacionais. Os tempos lulistas, contudo, mal experimentaram o vendaval de pautas identitárias que desnorteou a bússola eleitoral na última década. E Bolsonaro certamente jogará com a agenda moral, apelando para um Brasil que nunca deixou de ser majoritariamente conservador” - Anna Virginia Balloussier e Bruno Boghossian, jornalistas – Folha de S. Paulo, 14-05-2021.

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