Dom Paulo Cezar Costa, novo Arcebispo de Brasília. Nota da Comissão Justiça e Paz de Brasília

Dom Paulo Cezar Costa. | Foto: Vatican News

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23 Outubro 2020

"Chamado para tão altos desafios pastorais, o novo Arcebispo de Brasília é nomeado para a Arquidiocese em momento crucial, às vésperas do IV Dia Mundial dos Pobres (15/11/2020)", afirma a nota da Comissão Justiça e Paz de Brasília, publicada por ocasião do novo arcebispo, Dom Paulo Cezar Costa, no dia 21-10-2020.

Segundo a nota, "certamente atento à Mensagem do Papa, proclamada em Roma no último dia 13 de junho, lembrando que, se a pandemia chegou de improviso e apanhou-nos despreparados e impotentes, “a mão estendida ao pobre não chegou de improviso”. Antes, ela “dá testemunho de como nos preparamos para reconhecer o pobre a fim de o apoiar no tempo da necessidade. Não nos improvisamos instrumentos de misericórdia. Requer-se um treino diário, que parte da consciência de quanto nós próprios, em primeiro lugar, precisamos duma mão estendida em nosso favor”.

A nota é publicada por Comissão Justiça e Paz de Brasília, 21-10-2020. 

 

Eis a nota. 

 

Anunciada nesta manhã de 21 de outubro, a nomeação de Dom Paulo Cezar Costa para Arcebispo de Brasília, atual bispo diocesano da cidade de São Carlos-SP.

Cidadão fluminense de Valença-RJ, de 53 anos, se apresenta dotado de sólida formação, possui Graduação em Teologia pelo Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1991), Mestrado em Teologia Sistemática (1998) e Doutorado (2001) pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália).

Dom Paulo Cezar recebeu ordenação presbiteral em 1992. Em 2002, após retornar dos estudos em Roma, assumiu a reitoria do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu. Foi membro do grupo de peritos da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB; membro do Instituto Nacional de Pastoral da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Professor Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio; Professor e Diretor do Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI; Professor do Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Professor da Escola Teológica São Bento, ETSB.

Em 2010 foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Bispo-Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Seu lema episcopal advém da Segunda Carta a Timóteo: "Tudo suporto pelos eleitos (omnia sustineo propter electos)". Nesta arquidiocese, ocupou os seguintes encargos: Vigário Geral; Animador do Vicariato Episcopal Suburbano; da Administração; Setor Jurídico, Procuradoria; Missões; Instituto Superior de Direito Canônico; Pastoral Universitária; Academia Ciência e Fé; Centro Cultural Dom Eugênio de Araújo Sales; Patrimônio Histórico e Cultural da Arquidiocese; Estudantes no Exterior; membro do Conselho Universitário da PUC-Rio e da Fundação Mantenedora Padre Anchieta. Professor do Seminário Arquidiocesano São José e da PUC-Rio. Durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro (2013), atuou como Diretor Administrativo.

Em junho de 2016 foi nomeado pelo Papa Francisco, bispo da Diocese de São Carlos-SP. Atualmente, Dom Paulo Cezar é responsável pelo Setor Universidades da Igreja no Brasil da Comissão Episcopal Pastoral para Educação e Cultura. É membro do Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil); membro do Conselho Permanente Regional Sul I junto à CNBB e, em abril deste ano, foi nomeado membro da Pontifícia Comissão para América Latina.

O recém-falecido teólogo, Raimundo Caramuru Barros, autor de livros e artigos sobre assuntos relativos à atuação da Igreja Católica, esboçou alguns carismas para quem presida, no presente momento histórico e político, a Arquidiocese de Brasília:

  • Diálogo com autoridades políticas, desde o nível de base até o nível continental;

  • Articulação para atender todos os segmentos da sociedade brasiliense: os políticos em todos os seus níveis e escalões; os membros do Corpo Diplomático credenciado; os Altos Comandos das Forças Armadas; as classes médias que dão suporte à máquina governamental; os movimentos populares e sindicais, representando as trabalhadoras e trabalhadores; as populações em situação de rua nos centros urbanos e as menos favorecidas espalhadas pelas cidades da periferia do Distrito Federal;

  • Colaboração com a CNBB e com o Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, dado o papel de destaque do Brasil no contexto atual deste Continente;

  • Aos quais se pode acrescentar, na conjuntura, discernimento para orientar, “na ausência generalizada de estrelas no céu, ou de referências básicas de orientação”, conforme indica o Santo Padre na Fratelli Tutti, a restauração da “consciência histórica” e de um “projeto comum de sociedade”, desconstruídos pela “cultura do consumismo e do descarte”, e assim, estabelecer na Arquidiocese, com os seus serviços e a sua comunidade, solidariedade fraterna e compromissos políticos para resguardar “os direitos humanos e sociais”, em superação “a medos, conflitos e polarizações exacerbadas”.

Ao retrospecto do novo Arcebispo de Brasília, convergem todos esses carismas, que o credenciam com notabilidade, para suceder o Cardeal Sergio da Rocha, tal como ele, “uma vocação à disposição do diálogo, uma exigência para os tempos presentes”, graças “a elevada formação intelectual”, traço marcante no que sucede e no que é sucedido (Artigo publicado no Correio Braziliense em 21/04/2015).

Chamado para tão altos desafios pastorais, o novo Arcebispo de Brasília é nomeado para a Arquidiocese em momento crucial, às vésperas do IV Dia Mundial dos Pobres (15/11/2020).

Certamente atento à Mensagem do Papa, proclamada em Roma no último dia 13 de junho, lembrando que, se a pandemia chegou de improviso e apanhou-nos despreparados e impotentes, “a mão estendida ao pobre não chegou de improviso”. Antes, ela “dá testemunho de como nos preparamos para reconhecer o pobre a fim de o apoiar no tempo da necessidade. Não nos improvisamos instrumentos de misericórdia. Requer-se um treino diário, que parte da consciência de quanto nós próprios, em primeiro lugar, precisamos duma mão estendida em nosso favor”.

A Comissão Justiça e Paz de Brasília saúda o novo Arcebispo e coloca-se à disposição, reafirmando os compromissos de seu mandato por Justiça e Paz.

 

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