“Não basta somente a Bíblia para saber o que Deus nos pede hoje. Necessitamos dos movimentos sociais e da ciência”, afirma o cardeal Marx

Paróquia Virgen de los Milagros de Caacupé, periferia de Buenos Aires. Foto: La Voz

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Julho 2020

“A Igreja também tem que aprender ainda que alguns não estejam familiarizados com esta ideia”, disse Reinhard Marx, arcebispo de Munique e ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, em entrevista à emissora de rádio Deutschlandfunk.

A reportagem é de Vida Nueva Digital, 06-07-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Ler os sinais dos tempos é uma afirmação que ressoa na Igreja, especialmente nos últimos anos, em que novas tecnologias e novos movimentos sociais mudaram a maneira de entender o mundo e as relações interpessoais. Mas hoje, 6 de junho, o arcebispo de Munique e o ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, cardeal Reinhard Marx, aprofundaram ainda mais essa ideia de “o que Deus quer nos dizer hoje?” .

“A Igreja também precisa aprender, embora alguns não estejam familiarizados com essa ideia”, disse o cardeal em declarações à rádio Deutschlandfunk, divulgadas por Katholisch. “É preciso aprender lições não apenas de textos bíblicos e tradições eclesiais, mas também de movimentos sociais e conhecimentos científicos”, enfatizou.

Liberdade verdadeira

Da mesma forma, Marx afirmou que os movimentos sociais deveriam beber do ensino social católico em relação ao bem comum. Além disso, o cardeal refletiu sobre o significado da liberdade, defendendo que isso só é alcançado quando digo sim a um vínculo. “A união não é um obstáculo à liberdade, mas um pré-requisito”, afirmou.

O cardeal também reconheceu em sua entrevista o medo que sente pelas consequências que a pandemia de coronavírus deixará, desde a desigualdade às tensões sociais que poderiam ser geradas. “Muitas pessoas que tiveram uma situação comprometida antes da crise agora são ainda piores”, disse ele. Ao mesmo tempo, Marx enfatizou que o coronavírus mostrou “quão frágeis são nossas vidas, quão preciosas são, que liberdade e responsabilidade andam juntas, e que uma sociedade livre só pode existir se as pessoas cuidarem umas das outras”.

Leia mais