Mulheres indianas pedem mais cargos de decisão ao cardeal Gracias

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11 Março 2020

Cerca de 150 mulheres católicas da Índia entregaram um abaixo-assinado ao cardeal Oswald Gracias, pedindo que ele tome medidas concretas para incluir mais as mulheres nos papéis de tomada de decisão na Igreja global.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 10-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As mulheres estão respondendo em parte a uma entrevista do NCR com Gracias, publicada em fevereiro, na qual o cardeal reconheceu um preconceito entre os membros da hierarquia exclusivamente masculina da Igreja Católica contra o fato de dar às mulheres mais papéis de liderança. Naquela entrevista, ele também disse que ele e seus coirmãos devem “combater esse preconceito”.

Algumas signatárias do abaixo-assinado ao cardeal Oswald Gracias, de Mumbai, se reúnem do lado de fora da Catedral do Santo Nome, em Mumbai, no dia 8 de março. (Foto: Astrid Lobo Gajiwala/NCR)

O memorando de três páginas elogia as palavras de Gracias na entrevista, mas pede “mudanças nas políticas, práticas e estruturas da Igreja para que as mulheres possam participar plenamente da liderança”.

Gracias é o arcebispo de Mumbai, presidente da Conferência dos Bispos da Índia e um dos seis membros do Conselho de Cardeais do Papa Francisco.

O abaixo-assinado foi organizado por Astrid Lobo Gajiwala, médica e cientista que atuou como consultora da Conferência Episcopal e ajudou a elaborar a política de gênero da organização.

Algumas das frases mais fortes do abaixo-assinado se referem a essa política, aprovada em 2010, a primeira desse tipo na Igreja global. A norma diz que a Igreja indiana “rejeita todos os tipos de discriminação contra as mulheres por serem contrários à intenção e ao propósito de Deus”, de acordo com o memorando.

“As mulheres continuam sendo discriminadas ao serem deixadas de fora dos órgãos decisórios da Igreja, que são controlados por clérigos”, afirma o memorando. “As mulheres não têm voz na formulação de políticas que moldam a liturgia, o culto, a teologia e as práticas da Igreja, incluindo aquelas que afetam as suas próprias vidas.”

Na entrevista ao NCR em fevereiro no Vaticano, Gracias disse que se tornou um “convertido” à causa das mulheres que buscam mais oportunidades de responsabilidade na Igreja.

“Agora sou um defensor dos direitos das mulheres na Igreja”, disse Gracias. “Eu simpatizo com o porquê pelo qual as mulheres estão pedindo mais direitos.”

Gajiwala e várias outras mulheres entregaram o abaixo-assinado no dia 8 de março ao Pe. K. T. Emmanuel, vigário judicial da Arquidiocese de Mumbai, pedindo que o padre repassasse o documento a Gracias. Elas também participaram juntas de uma missa naquela manhã na Catedral do Santo Nome, na mesma cidade.

Em uma breve entrevista, Gajiwala demonstrou felicidade por Gracias ter falado sobre os direitos das mulheres na Igreja e disse que as mulheres na Índia “estão ansiosas para que ele dê passos concretos para mudar a realidade existente”.

No entanto, Gajiwala disse ter ficado “chocada” quando o cardeal atribuiu a sua conversão aos direitos das mulheres à sua experiência na cúpula vaticana de fevereiro de 2019 dos presidentes de Conferências Episcopais em Roma sobre o abuso sexual do clero, na qual várias mulheres falaram.

“As mulheres na Índia vêm pedindo o seu lugar na mesa da tomada de decisões desde o início dos anos 1980”, disse ela. “Parece quase como se ele não estivesse nos ouvindo.”

 

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