#FridaysForFuture. Segunda greve mundial em defesa do clima. O futuro volta às ruas

Protestos dos jovens | Foto: Reprodução do Twitter FridaysForFuture

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24 Mai 2019

Na sexta-feira, 24, será realizada a segunda Global Strike for Future, a greve mundial em defesa do clima lançada pela jovem ativista sueca Greta Thunberg. No dia 15 de março passado foi realizada a primeira manifestação, com a mobilização de milhões de jovens.

A informação foi publicada por L'Osservatore Romano, 23/24-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Novamente na sexta-feira, portanto, estudantes de todo o mundo tomarão as ruas e farão ouvir suas vozes em defesa do clima e para sensibilizar governos e empresas para que respeitem o planeta, a nossa "casa comum", como gosta de defini-lo o Papa Francisco.

Desta vez na Itália, em comparação com a última greve, no centro das reivindicações há uma solicitação específica - que deve ser somada àquelas já conhecidas como a eliminação dos combustíveis fósseis, a mobilidade limpa, a justiça social e climática – ou seja, uma declaração de emergência climática pelas municipalidades e pelo Estado italiano, seguindo o exemplo do que foi feito pelo Parlamento Britânico e pela Câmara Municipal de Milão.

Em 2 de maio último, de fato, a Câmara dos Comuns britânica aprovou uma moção apresentada pelo Partido Trabalhista que pedia a declaração de um estado de emergência ambiental no país, enquanto o conselho municipal de Milão aprovou em 20 de maio uma moção que obriga o prefeito “a declarar o estado de emergência climática e ambiental” na cidade em decorrência do qual uma série de medidas irão ser adotadas.

A outra novidade desta segunda greve diz respeito à capital, onde pela primeira vez ocorrerá uma passeata, em vez da manifestação clássica, à qual participarão físicos, geólogos e especialistas em clima.

Até o momento, há mais de 110 países que aderiram à iniciativa, enquanto na Itália, entre as nações mais ativas, são 126 cidades mobilizadas. Isso foi anunciado por #FridaysForFuture Roma através de um comunicado, informando que dezenas de escolas, as três universidades da capital e associações ambientalistas já deram seu apoio à greve convocada. Também em Roma, um "flash mob astronômico" foi organizado no Gianicolo contra a poluição luminosa.

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