A rotina dos trabalhadores que passam quase um terço do dia no transporte em SP

Foto: Barbara Eckstein / Flickr CC

Mais Lidos

  • Zohran Mamdani está reescrevendo as regras políticas em torno do apoio a Israel. Artigo de Kenneth Roth

    LER MAIS
  • “Os discursos dos feminismos ecoterritoriais questionam uma estrutura de poder na qual não se quer tocar”. Entrevista com Yayo Herrero

    LER MAIS
  • Os algoritmos ampliam a desigualdade: as redes sociais determinam a polarização política

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

14 Janeiro 2019

Passa da meia-noite.

A Lua é a única fonte de luz sobre as ruas de terra e a passarela que cruza um pequeno rio em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo. O coaxar de sapos, barulhos indecifráveis em meio à escuridão e a incerteza do que pode surgir da mata aceleram o batimento cardíaco e apertam o passo de Sidinéia Aparecida Chagas, de 27 anos.

A reportagem é de Felipe Souza, publicada por BBC News Brasil, 14-01-2019.

À noite, o caminho de 1 km do ponto de ônibus até sua casa parecer muito mais longo que de dia, diz ela.

Esse é o último trecho do caminho da gestora de uma biblioteca comunitária após um dia de trabalho e faculdade, intercalados por uma saga de 5 horas dentro de seis ônibus diferentes antes de rever o marido e o filho de 9 anos.

"A sensação é de desespero. Mulheres foram estupradas neste caminho e a minha irmã já foi assaltada. Ontem mesmo ouvi um barulho vindo da mata e saí correndo desesperada até chegar em casa", conta. Ela disse que o marido não vai buscá-la no ponto de ônibus porque prefere que ele fique em casa cuidando do filho.

"Fizemos este acordo porque entendemos que é mais perigoso uma criança ficar em casa sozinha do que eu andar na escuridão. Sem opção, eu não ligo o celular para não chamar a atenção e torço para que pelo menos tenha alguém para me acompanhar. Se alguma coisa acontecer, não tem sinal de celular para pedir ajuda nem pessoas perto para pedir socorro. A única saída é fugir para o mato".

Durante uma semana, a BBC News Brasil acompanhou o trajeto diário de três trabalhadores que passam até um terço de suas vidas dentro de ônibus ou trem. Uma pesquisa feita em parceria pelo Ibope e a Rede Nossa São Paulo em setembro de 2018 revelou que o tempo médio de deslocamento dos paulistanos é de 2h43 por dia.

Para ler a íntegra da reportagem, clique aqui.

Leia mais