Uniões civis: ''Finalmente, a Igreja tomou um banho de realidade''

Foto: Marcus Belivaqua / Flickr

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

05 Fevereiro 2018

“Antes, a Igreja fazia de tudo contra o reconhecimento dos casais gays. Agora, parece preocupada em consolidá-los. Permitam-me um sorriso. Talvez seja uma rendição cultural à evidência.” Gabriele Piazzoni, secretário nacional da Arcigay [uma das principais associações de defesa dos direitos LGBT na Itália], sorri, sim, mas depois leva muito a sério a iniciativa da Diocese de Turim.

A reportagem é de Fabrizio Assandri, publicada por La Stampa, 03-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Como você avalia a iniciativa?

Parece-me o melhor reconhecimento possível. Querer aplicar uma pastoral de casais também aos gays significa considerá-los na sua dimensão de família. Isso só pode nos agradar.

O que você acha da reflexão sobre a fidelidade?

Nós consideramos que cada casal deve ser livre para encontrar seus equilíbrios, mas, quando a Lei Cirinnà foi feita, a falta de obrigação de fidelidade foi uma bofetada: era como desvalorizar os casais gays em relação aos heterossexuais. É muito bom que a diocese reconheça que nós também merecemos fidelidade.

Isso não está em contradição com a linha oficial da Igreja?

Formalmente, não há ambiguidade, porque a linha oficial é muito clara. Mas então, quando se toma um banho de realidade – como eu acho que a Diocese de Turim fez com essa iniciativa –, as coisas mudam. E as associações católicas e quem está perto dos fiéis, mesmo que haja realidades abertas e outras seladas, sabem que não podem deixar de considerar a realidade das nossas famílias.

Leia mais