Dia da Criação: bispos dos EUA pedem ''revolução energética'' e ''atos de misericórdia''

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02 Setembro 2017

Enquanto são calculadas as vítimas e os danos causados pelo furacão Harvey, os bispos dos Estados Unidos, por ocasião do Dia da Criação, pedem uma “revolução energética” no país.

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 01-09-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em particular, convidam a todos a reduzir o consumo de energia e a emissão de poluentes, e insistem na necessidade de “investimentos em infraestruturas e tecnologias que garantam a sustentabilidade do ambiente”.

A carta escrita pelo bispo Frank J. Dewane, presidente da Comissão para a Justiça e o Desenvolvimento Humano, e pelo bispo Oscar Cantú, presidente da Comissão sobre Justiça Internacional e Paz, explica que, “no dia 1º de setembro, a Igreja inicia a estação da criação, até o dia 4 de outubro, festa de São Francisco”, um tempo em que todos, independentemente da fé, são convidados a atos concretos de “misericórdia e ternura em relação à Terra, nossa casa comum”.

Os bispos pedem um exame de consciência pessoal e institucional pelas “tantas ações, grandes e pequenas, que contribuem para a degradação do mundo”, e recordam todos os trabalhadores da indústria energética, “dos mineradores aos engenheiros solares, passando pelos legisladores, para concluir com os cientistas”.

Mas é sobretudo às lideranças políticas que eles pedem que “prevejam, como resultado das inovações energéticas, disposições que permitam a requalificação dos trabalhadores” e solicitam que os governantes “sejam verdadeiros administradores da casa comum e do bem comum”.

No dia 25 de agosto passado, os bispos já haviam escrito ao Senado, contestando o corte do financiamento às agências de proteção ambiental e ao programa de proteção das águas e dos parques nacionais.

“Vocês têm a obrigação de levar em consideração as crescentes pressões sobre os recursos ambientais e garantir compromissos financeiros proporcionais para as agências que os protegem, particularmente em respeito aos mais pobres”, declararam sem rodeios, lembrando, mais uma vez, que “o orçamento federal é um documento moral” por causa das consequências que poderá ter sobre os cidadãos e sobre o território.

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