Com reforma trabalhista, 89% temem não sustentar família, diz pesquisa

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Junho 2017

A rejeição dos trabalhadores frente às reformas pretendidas pelo governo de Michel Temer está associada à insegurança deles em relação ao futuro. Segundo um levantamento recente, o temor de que as mudanças possam levar ao empobrecimento das famílias brasileiras é generalizado.

A reportagem é publicada por CartaCapital, 07-06-2017.

Um dos recortes da pesquisa CUT/Vox Populi divulgada em primeira mão por CartaCapital aponta que, com a reforma trabalhista e a eventual aprovação do contrato de trabalho intermitente, 89% preveem vão conseguir sustentar suas famílias a partir das mudanças. Realizado entre 2 e 4 de junho, o levantamento revela que 75% dos entrevistados reprovam o desempenho de Temer à frente da Presidência.

A pesquisa questionou os entrevistados sobre pontos específicos das reformas de Temer. Além do alto número de brasileiros que preveem serem incapazes de sustentar suas famílias com o contrato de trabalho intermitente, 90% afirmam que não teriam coragem de fazer um crediário ou financiamento para comprar uma casa, um carro ou um eletrodoméstico se o contrato de trabalho for temporário.

A rejeição à prevalência da negociação coletiva sobre o disposto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), outro item da reforma trabalhista atualmente em tramitação no Senado, também é alta. O levantamento aponta que 68% consideram a proposta mais favorável aos patrões e menos aos empregados.

Quando o tema é a reforma da Previdência de Temer, 69% dos entrevistados avaliam que não conseguirão se aposentar a partir da aprovação das novas regras. Entre aqueles que acreditam poder recorrer à Previdência com as novas regras, 21% acham possível garantir o benefício mínimo após 25 anos de contribuição. Em relação à obtenção do benefício máximo, apenas 3% acreditam que conseguirão se aposentar depois de 40 anos de contribuição.

Leia mais