Super-ricos sonegam quase 30% dos impostos

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07 Junho 2017

Estudo sobre evasão fiscal com base nos dados revelados nos documentos do Panama Paper e vazamentos relativos ao banco HSBC Swiss Private mostram que os super-ricos, ou seja, pessoas com mais de 31 milhões de libras em ativos, sonegam 30% de seus impostos em média.

A informação é publicada por O Estado de S. Paulo, 02-06-2017.

O levantamento foi publicado na edição de quinta-feira, 1, do jornal britânico The Guardian. O documento intitulado Evasão e desigualdade fiscal descobriu que os super-ricos evadiram mais de 10 vezes os impostos devidos do que a população em geral, que em média evadiu 2%. Os economistas apontam no documento que "a probabilidade de esconder ativos aumenta muito com a riqueza".

Segundo o periódico, a maior parte do patrimônio fruto de impostos evadidos estava em contas no exterior e concentradas nas mãos dos muito ricos, que poderiam pagar contadores, advogados e banqueiros para aconselhá-los.

O material foi liderado por pesquisadores da Universidade Norueguesa das Ciências da Vida e da Universidade de Copenhague. Ele apenas analisa a riqueza de pessoas na Noruega, Suécia e Dinamarca, onde registros detalhados de riqueza pessoal estão disponíveis.

Os pesquisadores sugeriram que níveis similares ou maiores de evasão fiscal provavelmente seriam encontrados entre os super-ricos de outros países.

Na Noruega, 40% dos mais ricos, ou seja, 0,1% das famílias locais, esconderam em média cerca de 50% de seus ativos no exterior.

"Como a maioria das economias latino-americanas e muitas economias asiáticas e europeias possuem muito mais riqueza do que a Noruega, os resultados encontrados na Noruega provavelmente serão inferiores aos da maioria dos países do mundo", conclui o documento. "Nossos resultados destacam a necessidade de ir além dos registros fiscais para capturar a renda e a riqueza dos muito ricos, mesmo em países onde a conformidade fiscal geralmente é alta".

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