Bispo mexicano acusa empresas estrangeiras de escravidão moderna

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Por: Jonas | 02 Agosto 2016

Para Raúl Vera López (foto), bispo de Saltillo, os investimentos estrangeiros empreendidos em Coahuila, no México, não são mais que trabalho de escravidão moderna, pois enquanto em países como Alemanha são pagos 52 dólares por hora, nas montadoras automotivas, em Coahuila, pagam pouco mais de 300 pesos por dia.

 
Foto: Héctor García - http://goo.gl/kix55a  

A reportagem é publicada por La Vanguardia, 30-07-2016. A tradução é do Cepat.

Durante a celebração eucarística na Paróquia Cristo Rei, na colônia Guayulera, onde acontecia a celebração do sacramento da confirmação de 59 jovens e adultos, o religioso destacou que as empresas estrangeiras se instalam em países onde a mão de obra é mais barata, como no México.

“Nesse exato momento, do modo como está o modelo econômico aqui, [as empresas] vêm ao México para pagar misérias onde as pessoas possuem trabalho de escravo. Um trabalhador da indústria automotiva na Alemanha ganha 52 dólares por hora, enquanto que o salário por oito horas dos engenheiros automotivos no México é de 385 pesos”.

Além disso, o hierarca católico responsabilizou os atuais governantes por permitir que os investidores estrangeiros paguem pouco pelo trabalho dos mexicanos: “É tráfico de escravos o que fazem conosco, nossos governantes também roubam nossos impostos”.

Insistiu em que, agora, as empresas procuram fazer com que os trabalhadores não adquiram direitos trabalhistas, razão pela qual só os contratam por períodos de seis meses ou um ano, com a finalidade de não os registrar no Seguro Social, nem lhes proporcionar suas prestações.

Por outro lado, Dom Raúl Vera exortou os jovens e adultos próximos de ser crismados para que fizessem o bem não unicamente participando da missa, mas sendo bons cidadãos e os convidou a ser conscientes de seu voto para o próximo ano, para que não cometam o erro de eleger os mesmos “governantes gatunos”.

“Eu não vou lhes dizer em quem votar, mas abram os olhos e pensem em quem convém, não se deixem levar pelas dispensas, pelas telenovelas ou a copa”, disse, referindo-se às distrações da televisão.