Cardeal sul-africano revela tensões na hierarquia católica quanto à atitude aos gays

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06 Julho 2016

O cardeal sul-africano Wilfrid Napier salientou as tensões dentro da hierarquia a respeito da maneira como lidar com a comunidade homoafetiva em uma resposta a comentários feitos recentemente pelo cardeal alemão Reinhard Marx.

A reportagem é de Megan Cornwell, publicada por The Tablet, 04-07-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em Dublin, na Trinity College, após proferir uma palestra sobre o papel da Igreja numa sociedade pluralista, evento organizado pelo Instituto Loyola da citada universidade, o Cardeal Marx, presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha, disse que a Igreja Católica deveria desculpar-se pelo tratamento escandaloso dado às pessoas gays.

Até “muito recentemente”, disse ele, a Igreja, mas também a sociedade como um todo, foi “muito negativa em relação às pessoas gays”. “Era escandaloso e terrível”, afirmou ele ao jornal The Irish Times. “A história dos homossexuais em nossas sociedades é muito ruim porque muito fizemos para marginalizá-los”, acrescentou.

O Cardeal Napier respondeu via mensagem postada em sua conta no Twitter dizendo: “Deus nos ajude! Da próxima vez, teremos de nos desculpar por ensinarmos que o adultério é um pecado!”, acrescentando logo em seguida: “O politicamente correto é a maior heresia de hoje”.

Napier postou este seu tuíte em resposta ao ativista pró-vida e pró-família africano Obianuju Ekeocha, fundador da organização Culture of Life Africa. Ekeocha tuitou o artigo do Irish Times sobre o Cardeal Marx, prelado que também é membro do Conselho dos Cardeais assessores do papa.

Quando questionado pelos repórteres sobre os comentários do cardeal alemão durante o voo de volta que o trouxe da Armênia, em 26 de junho, o pontífice respondeu: “Acho que a Igreja não só deve pedir desculpas aos gays que ela ofendeu, mas também aos pobres, às mulheres exploradas, às crianças”.

Em resposta a uma pergunta sobre o ataque recente a uma casa noturna LGBT em Orlando, em que 49 pessoas foram mortas, o papa disse: “A Igreja deve dizer que se arrepende por não ter se comportado bem muitas vezes, muitas vezes. Quando digo ‘a Igreja’, quero dizer os cristãos, pois a Igreja é santa; nós somos os pecadores. Nós cristãos devemos pedir perdão”.