Estudantes devem desocupar escolas até quinta: "Não vamos parar de lutar só porque acaba a ocupação"

Mais Lidos

  • Jesuíta da comunidade da Terra Santa testemunha o significado da celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo em uma região que se tornou símbolo contemporâneo da barbárie e do esquecimento humano

    “Toda guerra militar é uma guerra contra Deus”. Entrevista especial com David Neuhaus

    LER MAIS
  • Sábado Santo: um frio sepulcro nos interpela. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • A ressurreição no meio da uma Sexta-feira Santa prolongada. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Junho 2016

Em reunião de conciliação com o governo estadual nesta terça-feira (21), estudantes de 18 escolas entraram em acordo para desocupar as instituições até quinta (23). A negociação foi feita com o Comitê das Escolas Independentes, grupo dissidente dos que haviam aceitado a proposta no último dia 15, os quais se comprometeram a fazer as desocupações até o início desta semana. Os estudantes reiteram, porém, que não necessariamente representam a totalidade das escolas que ainda estão ocupadas.

A reportagem é de Débora Fogliatto, publicada por Sul21, 21-06-2016.

Entre os avanços destacados pelos estudantes, está um cronograma de verbas e de visitas voltadas às reformas nas escolas, além de cadeiras fixas no fórum permanente para fiscalizar o andamento dessas obras. Segundo Frederico Restori, do Instituto de Educação Flores da Cunha, a Secretaria de Educação, inicialmente, pediu que as desocupações acontecessem até quarta-feira (22), mas, com a conciliação, foi possível estender o prazo em 24 horas. Em algumas escolas, no entanto, é possível que as aulas não recomecem ainda, devido à greve dos professores.

Mesmo com o fim das ocupações, Frederico aponta que quando as aulas voltarem, a situação não vai ser igual à de antes do movimento feito pelos estudantes. “Voltar ao normal, não vai, a gente vai arrumar da maneira que a gente sempre quis a escola. A gente não vai entregar a escola, a escola já é nossa. Não vamos parar de lutar só porque acaba a ocupação”, garante.

O Comitê de Escolas Ocupadas organiza, ainda, um ato para o fim da tarde desta quinta-feira, que acontece também em outros estados.

O “Grande ato nacional em defesa da educação pública” está marcado para às 17h, na Esquina Democrática. No dia seguinte, acontece um Largo Vivo para demonstrar apoio aos estudantes com manifestações culturais e a ocupação de espaços públicos.