Estudo sobre mulheres na carreira diplomática causa polêmica

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07 Junho 2016

Da coluna de Ancelmo Gois, jornalista, publicada por O Globo, 06-06-2016:

Causa polêmica no Itamaraty um estudo sobre as mulheres na carreira diplomática brasileira, de autoria dos pesquisadores Rogério Farias e Géssica Carmo. O trabalho conclui que, projetando o ritmo de entrada de mulheres na carreira, de 1954 a 2010, para o futuro, somente em 2066 se chegaria à paridade entre os sexos. No Brasil, segundo dados do Portal da Transparência de junho de 2015, as mulheres eram 22,88% dos diplomatas.

Nos EUA, um terço dos embaixadores é do sexo feminino, inclusive a atual representante de Obama em Brasília (Liliana Ayalde). Hillary Clinton, que pode ser a primeira mulher a presidir os EUA, foi secretária de Estado entre 2009 e 2013. Mas quem mais avançou na inclusão foi o republicano George Bush, que nomeou Condoleeza Rice, mulher e negra, para diririgir o Itamaraty deles entre 2005 e 2009.