Trump está nu

Mais Lidos

  • O Papa nomeia presidente de uma rede de televisão americana ultraconservadora e hostil a Francisco como chefe de comunicações do Vaticano

    LER MAIS
  • EUA pressionam empresas hoteleiras espanholas em Cuba, o que tem gerado preocupação no governo espanhol e na União Europeia

    LER MAIS
  • A PEC 12/2026 como cavalo de Troia da precarização: a falsa modernização contra o fim da escala 6x1 e a redução da jornada

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Abril 2016

“Pesquisa do Pew Research Center mostra que 40% dos millenials americanos (pessoas de 18 a 34 anos) apoiam o cerceamento da liberdade de expressão em certos casos”, informa Luiz Antônio Araujo, jornalista, em comentário publicado por Zero Hora, 11-04-2016.

Eis o texto.

FotoIllma Gore/ Reprodução Instagram
Censurada nos Estados Unidos, a tela da artista americana Illma Gore que retrata o candidato republicano à Casa Branca Donald Trump nu pode ser vista desde sexta-feira na galeria Maddox, em Londres. O bilionário ingressou com ações na Justiça para barrar a exibição da obra em galerias americanas e em redes sociais. Ao mesmo tempo, a polêmica gerada pelo quadro teria valido cerca de mil ameaças de supostos simpatizantes do candidato à autora.

O fato de a dupla pressão de Trump e seus seguidores ter conseguido banir o quadro de um país onde a liberdade de expressão é assegurada pela primeira emenda à Constituição, deve servir de alerta. Em artigo recente, o jornalista e professor Carlos Eduardo Lins da Silva citou um dado preocupante: pesquisa do Pew Research Center mostra que 40% dos millenials americanos (pessoas de 18 a 34 anos) apoiam o cerceamento da liberdade de expressão em certos casos.

O melhor que a artista censurada (ela também uma millenial, com 24 anos) pode fazer por sua obra é incentivar, a partir da súbita notoriedade, um debate global sobre liberdade de expressão. Seu quadro, intitulado Faça os Estados Unidos Grandes de Novo (Make America Great Again, slogan de campanha de Trump), já é a maior polêmica desde as charges de Maomé publicadas num jornal dinamarquês.