Cardeal Brandmüller lembra Francisco que o ensino moral católico não pode ser alterado

Mais Lidos

  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS
  • "É terrível. Trump está sancionando o retorno à lei da selva". Entrevista com Francis Fukuyama

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Abril 2016

Walter Brandmüller, cardeal curial aposentado, alemão, publicou no dia 6 de abril no sítio católico austríaco “Kath.net” uma forte declaração na dianteira da exortação apostólica por vir do Papa Francisco. Nela, deixa claro que o papa está vinculado aos Dogmas da Igreja, da mesma forma como eles devem ser encontrados também no Catecismo da Igreja.

A informação é publicada por The Wanderer, 06-04-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O cardeal assim diz: “Faz parte do ensino magisterial da Igreja (Dogma) que um matrimônio validamente contraído e consumado não pode ser dissolvido por nenhum poder do mundo – nem pela própria Igreja”. Brandmüller recorda aos leitores que este ensinamento está reafirmado tanto na exortação apostólica Familiaris Consortio (de 1981 do Papa João Paulo II) como no Catecismo da Igreja Católica.

Brandmüller diz claramente que “aquele que, apesar de um laço matrimonial existente, entra depois de um divórcio em uma nova união civil está cometendo adultério” e que – enquanto esta pessoa “não estiver se dispondo a dar um fim a essa situação” – ele ou ela “não pode receber nem a absolvição na Confissão nem a Eucaristia (a Sagrada Comunhão)”. Qualquer outro caminho, insiste o cardeal, estaria “fadado a fracassar” devido à sua “inerente falsidade”.

Ele continua: “Isso vale também com respeito à tentativa de integrar na Igreja aqueles que vivem em um ‘segundo casamento’ inválido” admitindo-os a funções litúrgicas, catequéticas e outras”. Este caminho, a seu ver, conduziria a “conflitos”, “embaraços” e a um “enfraquecimento da proclamação sagrada da Igreja”.

O cardeal passa então a dizer que tais propostas recentes “revelam-se como tentativas – com a ajuda da tática do salame – para finalmente admitir casais aos sacramentos”. E acrescenta: “O que é fundamentalmente impossível por motivos de fé é também impossível no caso individual”.

O prelado alemão conclui o seu texto com uma afirmação importante: “O documento pós-sinodal, Amoris Laetitia, deve, pois, ser interpretado à luz dos princípios acima apresentados, posto que uma contradição entre um documento papal e o Catecismo da Igreja Católica não seria imaginável”.