Ação de madeireiros ilegais ameaça promessa de zerar desmatamento até 2030

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Janeiro 2016

Como parte das negociações na Conferência do Clima em Paris (COP-21), o Brasil se comprometeu a zerar o desmatamento ilegal até 2030. Mas a violenta disputa por terra na Amazônia, que por vezes extrapola o Estado de direito, ameaça a proposta brasileira.

A informação é publicada por amazônia.org.br, 19-01-2016.

Assassinatos de ativistas ambientais e agentes de órgãos que trabalham para conter a ação de quadrilhas de desmatamento ilegal não são raros na região. O assassinato da irmã Dorothy Stang, há dez anos, e recente a execução do segurança do Incra, Wislen Gonçalves Barbosa, são dois exemplos.

A grave situação faz do combate a estes criminosos uma meta mais urgente do que zerar o desmatamento. Isso porque a ação das quadrilhas inviabiliza a compromisso brasileiro apresentado em Paris.

Em entrevista ao jornal Financial Times, o Procurador-Chefe do Ministério Público Federal, Daniel Azeredo, alertou para a situação. “Conseguimos reduzir de forma significativa o desmatamento por parte de grandes fazendeiros e pecuaristas, mas ainda temos áreas menores sendo desmatadas por pequenos e médios produtores e quadrilhas criminosas.”

O Brasil conseguiu reduzir um quinto do desmatamento desde o pico registrado em 2004. No momento, o país tem uma média anual de desmatamento ilegal de cerca de 5 mil km. Mas, levando em conta a extensão territorial, o Brasil ainda desmata mais florestas por ano do que qualquer outro país.