As paróquias do Vaticano já acolhem duas famílias de refugiados sírios

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Por: Jonas | 21 Setembro 2015

A comunidade paroquial de Santa Ana, no Vaticano, acolheu uma família de refugiados composta por mãe, pai e dois filhos. A família, de nacionalidade síria, chegou a Roma da cidade de Damasco, de onde fugiu da guerra.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 18-09-2015. A tradução é do Cepat.

Chegaram à capital italiana justamente no domingo em que o Santo Padre, ao finalizar o Angelus, realizou um convite para que cada paróquia, comunidade religiosa, convento e santuário acolhesse uma família de refugiados. Esta família acolhida no Vaticano é composta por cristãos do rito greco-melquita católico, do patriarcado de Antioquia. Os quatro foram hospedados em um apartamento do Vaticano, próximo de São Pedro, segundo aponta um comunicado distribuído pela Esmolaria Apostólica.

Além disso, em seguida, iniciou-se o procedimento para a solicitação de proteção internacional. Com base na lei para os primeiros seis meses da apresentação do pedido de asilo, os solicitantes da proteção internacional não podem trabalhar. Portanto, neste período, serão assistidos e acompanhados pela comunidade paroquial de Santa Ana. Até que se tome a decisão que reconheça ou não o status de refugiados, não é possível dar mais informação sobre esta família acolhida na paróquia do Vaticano.

Em relação à família da outra paróquia do Vaticano, a de São Pedro, não podem dar mais informação até que se concluam os processos necessários, aponta o comunicado distribuído à imprensa.

Neste contexto de “caridade cristã às pessoas que fogem da guerra e da fome”, a Esmolaria Apostólica ressalta que há muitos anos os Pontífices contribuem para pagar as taxas dos trâmites destinados a solicitar a primeira permissão de residência aos refugiados, gestão realizada por meio do Centro Astalli, dirigido pelos Jesuítas. No ano de 2014 – aponta a Esmolaria –, contribuíram com 50.000 euros para tal fim.

Além disso, ajudam cotidianamente muitas pessoas e famílias de refugiados, além de prover muitos centros de acolhida, com as primeiras necessidades, também de saúde, em Roma.

Finalmente, informa-se que, há alguns dias, um moderno ambulatório móvel, doado há alguns anos ao Papa e até hoje reservado apenas para os eventos presididos por ele, foi colocado à disposição, algumas vezes por semana, para auxiliar os refugiados nos centros de acolhida situados nas periferias da cidade de Roma. Os voluntários, que são médicos, enfermeiras e Guardas Suíços, são trabalhadores do Estado Vaticano, da Universidade Tor Vergata e membros da Associação do Instituto de Medicina Solidária Onlus.