Nicarágua. Associação para os direitos humanos deixa Manágua em decorrência de ameaças. A tensão no País não diminui

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07 Agosto 2018

A Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (Anpdh) anunciou ontem o fechamento de seus escritórios em Manágua, após ameaças recebidas de grupos paramilitares. A Anpdh "recebeu informações alarmantes sobre o retorno da prática ilegal de persecução judiciária e criminalização sem base legal" que ameaçam seus ativistas, declarou um porta-voz da instituição.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 6/7-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A organização liderada por Alvaro Leiva informou que seus escritórios de Manágua estão permanentemente "assediados por grupos armados não autorizados" e que recebeu "telefonemas ameaçadores." Diante dessa situação, a Anpdh decidiu fechar suas estruturas como medida preventiva "para garantir a integridade física e a segurança de seus membros". De qualquer forma, especialistas em direitos humanos divulgaram que pretendem continuar a "assistir as vítimas" da repressão pela internet.

Em julho, a Anpdh recebeu o prêmio franco-alemão para os direitos humanos em reconhecimento ao seu trabalho. A organização denunciou uma "crise profunda" da legalidade na Nicarágua, apresentando um balanço de 448 mortes na repressão da revolta contra o presidente Daniel Ortega, que tem devastado o país desde meados de abril.

Enquanto isso, no país, a tensão não mostra sinais de diminuição e os protestos continuam. Milhares de pessoas desfilaram no sábado em Manágua para apoiar os médicos demitidos por tratar pessoas feridas em protestos de rua. O que aconteceu "é um horror", declarou a ex-ministra da Saúde, Lea Guido, lembrando que alguns manifestantes feridos morreram justamente por causa da recusa de atendimento por parte de alguns hospitais. "É criminoso negar o acesso aos serviços médicos, os hospitais se tornam, assim, instrumentos de repressão", acrescentou a ex-ministra.

 

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