Para especialistas, problemas em escolas levam a mais desigualdade

Mais Lidos

  • Israel irrita o Catar ao atacar um enorme campo de gás que compartilha com o Irã: "É perigoso e irresponsável"

    LER MAIS
  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Junho 2017

A pesquisa conduzida pela Fundação Lemann indica que os problemas apontados no estudo também podem contribuir para a manutenção da desigualdade nas comunidades escolares mais carentes. Especialistas da área de educação corroboram a avaliação.

A reportagem é de Isabela Palhares e Luiz Fernando Toledo, publicada por O Estado de S. Paulo, 12-06-2017.

“Esses dados mostram que quanto menor o nível socioeconômico da escola, mais há um processo de ‘evitação’ das escolas pelos educadores”, diz o coordenador de desenvolvimento e pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Antonio Augusto Gomes Batista. Para ele, não se trata de preconceito. “Há muitas dificuldades nessas escolas. Elas ficam em regiões vulneráveis, mais afastadas do centro, em lugares que não têm equipamentos públicos e onde faltam saúde, segurança e cultura.”

Outro problema, aponta, é a grande quantidade de alunos de nível socioeconômico mais baixo, diferentemente de outras escolas que têm mais heterogeneidade no perfil de alunos. “Há um efeito de pares. Um conjunto de pessoas parecidas em um grupo acaba influenciando o conjunto e fica mais difícil para a escola transmitir os seus valores.”

Para o pesquisador e gerente de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria, é necessário pensar em políticas que redirecionem mais recursos para essas escolas de baixa renda. “O que existe hoje são programas que garantem o mínimo, mas não um recurso e apoio a mais do que outras escolas”, diz ele. “Muitas vezes essas escolas que atendem o aluno de baixa renda não conseguem articular nem as demandas mais básicas.” Faria aponta ainda a necessidade de políticas de estímulo para que professores com melhor formação escolham escolas com maiores dificuldades, como acontece na Bélgica e na Finlândia.

Leia mais