Com PEC de Temer, gasto social perderia R$ 3,2 trilhões de 2003 a 2015

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 19 Julho 2016

O Brasil teria deixado de investir R$ 3,2 trilhões na área social entre 2003 e 2015 se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 estivesse em vigência desde o início desse período. Enviada pelo governo interino de Michel Temer ao Congresso, a PEC pretende congelar os gastos do setor público, em todas as suas esferas, por um período de 20 anos, admitindo correção de orçamento apenas pela inflação do ano anterior, o que elimina os aumentos reais que buscam acompanhar a alta de demandas da população.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 18-07-2016.

A estimativa do impacto da PEC foi calculada pelo professor de Economia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Daniel Arias Vazquez e está em artigo publicado hoje (18) pela Plataforma Política Social. Segundo Vazquez, essa proposta retira “a decisão do gasto da esfera política ao estabelecer um indexador econômico fixo, que não possui qualquer relação com capacidade de arrecadação (receita) ou com as demandas por bens e serviços públicos (despesa), que são as variáveis centrais da função alocativa de qualquer governo”.

O pesquisador sustenta que a fórmula é uma invenção sem experiência internacional ou respaldo teórico algum, cujo objetivo único é criar um “ambiente ideal para negócios financeiros”. Vazquez considera que a PEC – um dos pilares fundamentais da política de cunho neoliberal e conservador que o governo interno quer consolidar – desestrutura o financiamento da política social, lançando mão também da desvinculação dos gastos constitucionais mínimos em educação e seguridade social, que inclui saúde, assistência social e a Previdência.

“Tais vinculações expressam conquistas sociais que foram garantidas na Constituição de 1988, visando a estabelecer prioridade e preservar o gasto público nestas áreas sociais, independentemente do governo que estivesse no poder”, afirma.

Leia o artigo completo.