Encontrada vala comum perto do lugar onde desaparaceram estudantes mexicanos

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20 Mai 2016

As ossadas de um número incerto de pessoas foram descobertas num lugar próximo de onde desapareceram 43 estudantes mexicanos em 2014, anunciaram responsáveis mexicanos esta quinta-feira.

Os investigadores encontraram pedaços de ossos — em concreto de crânios, tíbias, maxilares e dentes de diferentes pessoas. No local, foram encontradas também sandálias e bocados de roupa, segundo divulgou o departamento do Procurador do estado de Guerrero (Sul).

A informação é publicada por Público.pt, 19-05-2016.

Os restos humanos foram encontrados na noite de terça-feira na pequena aldeia de El Mirador, que é atravessada pela estrada que liga Coacoyula e Apipilulco.

Segundo a imprensa mexicana, as ossadas pertencem pelo menos a quatro pessoas que podem ter sido queimadas. As autoridades não relacionaram esta descoberta com os 43 estudantes desaparecidos em Iguala (Guerrero) em Setembro de 2014.

De acordo com os investigadores, os estudantes da Escola Normal Rural foram levados ilegalmente pela polícia municipal em autocarros, depois de terem participado num protesto relacionado com o ensino. Nunca mais foram vistos.

O caso motivou manifestações em todo o país. Segundo a versão oficial, os polícias de Iguala, a mando do então presidente da Câmara Jose Luis Abarca, e da sua mulher, Maria de Los Angeles Pineda, entregaram os estudantes a membros de um cartel de droga, que os terá assassinado. Os corpos terão sido incenerado numa numa lixeira de Cocula — os restos terão sido lançados a um rio.

Esta versão foi contestada nos últimos meses por uma equipa de investigadores independentes da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos que concluiu não existirem provas da incineração no local.

No relatório final, estes especialistas acusam o Governo mexicano de ter criado obstáculos ao inquérito ao desaparecimento dos 43 alunos.