A globalização traz injustiça e não bem-estar’, afirma o Papa

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Janeiro 2008

“A globalização não tem sido sinônimo de bem-estar generalizado. Pelo contrário, no mundo globalizado se acentuou a injusta divisão dos bens e aumentou a desesperança” entre as populações mais pobres e mais necessitadas. Na homilia da festa da Epifania Bento XVI fez uma forte advertência-denúncia em defesa dos “mais pobres entre os mais pobres”, reconhecendo em primeiro lugar as responsabilidades da Igreja, que, recordou, “é santa, mas composta também de pecadores”.

Segundo o Papa, “não se pode dizer que a globalização é sinônimo de uma ordem mundial. Pelo contrário”. O Papa acentuou que “os conflitos pela supremacia econômica e apoderamento dos recursos energéticos, hídricos e das matérias primas, tornam difícil o trabalho de tantos que se esforçam em construir um mundo justo e solidário”. Daqui surge o convite a crentes, não crentes e homens de boa vontade para que façam opções “que permitam preferir o bem comum de todos ao luxo de pouco e a miséria de muitos”. Um desafio quase utópico que o Papa convida a afrontar com “a moderação” que “não é somente uma regra ascética, mas também um caminho de salvação para a humanidade”. Ou seja, segundo o Papa, “é evidente que somente adotando um estilo de vida sóbrio, acompanhado de um compromisso por uma justa distribuição das riquezas, será possível instaurar um desenvolvimento justo”.

(cfr. notícia do dia 08-01-08, desta página).