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10 Agosto 2011

O governo Dilma atravessou o mar borrascoso dos tempos de Antonio Palocci. Entrou, a seguir, nas águas tempestuosas que engolfaram o ministro e o Ministério dos Transportes. Atravessa, agora, um oceano agitado na área da Agricultura. Mas o ministro Wagner Rossi, de pronto, agiu para restabelecer a calma. Saiu o secretário-executivo. As coisas tendem a se ajustar. E, de repente, mais um estouro nos canais do Turismo. 38 pessoas envolvidas numa situação embaraçosa. Que começou com emendas de uma deputada do Amapá, no valor de R$ 9 milhões, favorecendo um Instituto, o Ibrasi, em contratos com o Ministério do Turismo para capacitação profissional. Mazelas de nosso sistema político/governativo.

O comentário é de Rudá Ricci, sociólogo, publicado no seu blog, 10-08-2011.

Na minha opinião, a situação é mais grave. Dilma, do alto de sua inexperiência política, faz da cruzada moralista uma ação solitária. O Brasil agradece, mas a política contra-ataca. E a Presidente vai aprendendo aos trancos e barrancos. Será refém de sua própria volúpia moralista.

Listo três possibilidades que vislumbro daqui por diante:

1) Dilma tem sua ânsia de faxina arrefecida. Aos poucos, vai diminuindo o ímpeto moralista. Vai se entregando;

2) Lula entra em cena e acalma a coalizão presidencialista;

3) Crise política permanente e Dilma se isola aceleradamente.

A política brasileira é assim. O sistema partidário é frágil e divorciado do cotidiano dos brasileiros. As intenções morais do país não se relacionam com as intenções políticas dos partidos. E Dilma precisa do voto no Congresso para quase tudo.

A coalizão presidencialista montada por Lula apenas aumentou o cacife dos partidos.

Em outras palavras: são os partidos que governam o país, não a população.