O Cristo de Rembrandt

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Deus Trindade: circularidade-encontro-amor. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

24 Junho 2011

Rembrandt e sua relação com Cristo: a exposição do Museu de Louvre, na França, oferece uma excepcional viagem artística e espiritual por meio das pinturas do holandês Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606-1669). E o Instituto Humanitas Unisinos - IHU foi autorizado pelo museu a reproduzir as imagens, que estão sendo publicadas no Blog do IHU.

Em 1629, aos 23 años, Rembrandt pintou a primeira dessas obras, Le Repas d’Emmaüs [A refeição de Emaús]. Nesse pequeno quadro a óleo, vê-se uma silhueta posicionada em frente ao brilho de uma vela que ilumina aquele que está diante dela e a perscruta. Assim, Cristo aparece irradiando a luz, mas permanece totalmente na sombra, em todo o seu mistério.

A partir dessa obra, Rembrandt mostra toda a humanidade de Cristo. Além de cenas de pregação, de milagres e crucificação, ele pintou uma série de sete faces de Cristo dos quais não se conhece a cronologia, nem se são estudos preparatórios ou obras definitivas.

Esses retratos e pinturas de Cristo nos permitem entrar no percurso artístico desse gênio da pintura mundial e desse leitor questionador da Bíblia em busca da verdade de Jesus. Voltando as costas para o academicismo da sua época e às representações de um Cristo de uma beleza ideal, vê-se nas figuras de Rembrandt uma paleta de emoções cheias de humildade, de doçura e de fragilidade. Em resumo, encontramos um homem. E é nessa sua humanidade que Rembrandt busca nos dizer Deus.