"Bem-aventurada Dulce dos pobres" é beatificada sob chuva em missa para 70 mil

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22 Mai 2011

A religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, a Irmã Dulce [1914-1992], foi beatificada ontem, em Salvador, em missa com 70 mil pessoas e sob chuva intermitente.

A reportagem é de Breno Costa e Graciliano Rocha e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 23-05-2011.

A cerimônia simbolizou o novo fôlego que o culto à beata conferiu à Igreja Católica na região, onde as denominações neopentecostais ganham terreno.

O cardeal d. Geraldo Majella Agnelo leu a carta enviada pelo papa Bento XVI e proferiu uma homilia centrada no trabalho de caridade que tornou Irmã Dulce conhecida.

A instituição de caridade fundada por ela em 1949 realiza atualmente 5,5 milhões de atendimentos por ano.
Por volta das 18h, sob o som de sinos dobrando e intensos aplausos, o cardeal proclamou a religiosa "bem-aventurada Dulce dos pobres", título conferido pela igreja à beata.

Cláudia Cristiane Santos, 41, atraiu atenções durante a cerimônia. Desenganada pelos médicos após o parto em 2001, sobreviveu no que seria o milagre que a igreja reconheceu como da freira. Ela, o marido e os dois filhos foram abençoados pelo cardeal e cumprimentados pela presidente Dilma Rousseff.

SEM COMUNGAR

A missa também marcou o primeiro evento público, desde a posse, com a participação de Dilma e do ex-governador de SP José Serra - rival da petista na eleição.

Os dois, no entanto, não se encontraram. Dilma ficou em um camarote coberto, próximo ao altar, enquanto Serra teve que recorrer a uma capa de chuva para se proteger numa área descoberta, longe do palco da celebração.

A petista não comungou e deixou o local antes do fim da celebração. O tucano acompanhou a missa ao lado dos deputados federais do PSDB baiano Antonio Imbassahy e Jutahy Júnior.

Serra se recusou a falar sobre política.

SINCRETISMO

O apelo popular da beata fez Cilma Costa, 54, percorrer 36 horas de ônibus, de Castanhal (PA) a Salvador. "Ela já é santa há muito tempo, nem precisava beatificar", disse.

Valdemar de Souza, 54, dirigente do grupo do afoxé Filhos de Gandhy, trajava indumentária do candomblé e segurava uma imagem da beata: "A Bahia é assim: somos católicos, cultuamos orixás e outras filosofias".

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