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05 Mai 2011

O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Ideraldo Luiz Beltrame, disse que o dia 5 de maio deve ser equiparado ao Dia do Orgulho Gay, comemorado em 28 de junho. "Em outros países, essa decisão não precisou chegar ao Judiciário. O Congresso precisa votar uma lei que também reconheça os direitos civis dos homossexuais."

A reportagem é de Fabiano Nunes e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 06-05-2011.

A escritora Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), lembrou que muitos "vivem um relacionamento homossexual estável há anos, mas nunca foram reconhecidos como famílias".

O jornalista e empresário Douglas Drumond, da Associação GLS Casarão Brasil, disse que "é uma sensação pessoal incrível a possibilidade da formação de uma família". Para ele, a decisão do STF também amplia os direitos de pensão. "Tenho um amigo que acaba de perder seu companheiro, com quem viveu durante quatro anos. O irmão do seu marido está tentando lhe tirar o apartamento."

A presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem do Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT), Danielle Barros Garcia, companheira da advogada Laila de Oliveira Allemand há 3 anos e 15 dias, disse que o resultado combina com os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada que apontaram a existência de 60.002 casais gays no País.

Com relação à posição da Confederação Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB), a advogada diz que não é a primeira vez que a Igreja Católica tenta intervir nas leis. "Acordem, o Brasil é um País laico. Com isso, a parte jurídica tem de ser separada da religião. É inadmissível a intervenção religiosa nas leis."