Diminui ritmo da queda da pobreza na América Latina, diz Cepal

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28 Novembro 2012

O contingente de pobres na América Latina diminuirá um milhão em 2012. Mesmo com a queda, 167 milhões de pessoas em 18 países continuarão abaixo dessa linha ao fim do ano, ou 28,8% da população. No ano passado, esse percentual era de 29,4%. A estimativa é da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) da Organização das Nações Unidas (ONU) e está no Relatório "Panorama Social da América Latina 2012", divulgado ontem.

A reportagem é de Lucas Marchesini e publicada pelo jornal Valor, 28-11-2012.

O ritmo de queda, porém, se desacelerou quando comparado com o observado entre 2010 e 2011. Na ocasião, destacou a Cepal, a redução da pobreza foi de 1,6 ponto percentual (de 31% da população para 29,4%) e da indigência de 0,6 ponto percentual (de 12,1% para 11,5%).

Segundo a Cepal, "o aumento da renda do trabalho em domicílios pobres foi o fator mais determinante na redução da pobreza". Além disso, "as transferências (tanto públicas como privadas) e o resto da renda contribuíram para essa queda, mas em menor grau".

Entre 2010 e 2011, dentre os 12 países latino-americanos que produziram dados relativos ao ano passado, sete exibiram quedas nos índices de pobreza. Em primeiro vem o Paraguai, com redução de 5,2 pontos percentuais, seguidos por Equador (3,7 pontos percentuais), Peru (3,5 pontos), Colômbia (3,1 pontos), Argentina (2,9 pontos), Brasil (2 pontos por ano entre 2009 e 2011) e Uruguai (1,9 ponto).

Por outro lado, a Venezuela registrou aumento na taxa de pobreza de 1,7 ponto percentual entre 2010 e 2011. Já Chile, Costa Rica, Panamá e República Dominicana "não observaram mudanças notáveis durante o período analisado".

A redução na pobreza é, porém, um movimento contínuo ao longo da última década em todos os 18 países do continente, inclusive naqueles com reversão da tendência nos últimos anos. Segundo o secretário-executivo-adjunto da Cepal, o brasileiro Antonio Prado, isso se deve a "fatores estruturantes". Estes são, entre outros, "o câmbio mais equilibrado" e "avanços democráticos" na região.