16 dias de ativismo contra a violência de gênero’ mobiliza organizações para lutar pelos direitos das mulheres

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Novembro 2012

A Campanha Internacional ‘16 Dias de ativismo contra a Violência de Gênero’ dará início na próxima segunda-feira, dia 25, no marco do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, à sua 22ª edição. O Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) da Universidade de Rutgers, Estados Unidos, em conjunto com milhares de organizações ao redor do mundo, realiza a campanha para exigir o fim da violência contra as mulheres e apelar aos governos para que garantam sua proteção.

A informação é publicada por Adital, 23-11-2012.

Para o CWGL, o período escolhido para a ação, de 25 de novembro a 10 de dezembro, não só garante mais visibilidade ao Dia Internacional contra a Violência contra a Mulher e ao Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), como também relaciona a violência de gênero a uma violação aos direitos humanos.

Com base em sugestões, neste ano, o tema global da campanha continuará sendo: ‘Da Paz no lar à Paz no mundo: Vamos desafiar o Militarismo e pôr fim à Violência contra as Mulheres!’. Os subtemas da campanha são: Violência sexual e de gênero cometida por agentes do Estado, sobretudo policiais ou militares; Proliferação de armas de pequeno porte e seu papel na violência doméstica; e Violência sexual e depois do conflito.

No Brasil, será abordada a temática ‘Compromisso e atitude pela Lei Maria da Penha – a lei é mais forte’, que pretende mobilizar a sociedade e promover a atuação conjunta entre governo e justiça a fim de diminuir a impunidade nos crimes contra as mulheres. No dia 28 de novembro, no Distrito Federal, a partir de 18h, na passagem subterrânea da 102/202 Norte, um grupo de grafiteiros/as de Brasília e do Rio de Janeiro fará um mural temático pelo fim da violência contra as mulheres.

Já na Argentina, o tema da campanha será ‘Argentina frente aos compromissos internacionais de Caro e Beijing’ e se correlaciona às metas estabelecidas na 4ª Conferência Internacional da Mulher em Beijing, realizada em setembro de 1995 na China. A Fundação para Estudo e Investigação da Mulher (Feim) apresentou o relatório ‘Beijing + 15. Igualdade de gênero: das palavras aos fatos”, que avalia os avanços e os obstáculos no país no cumprimento da Plataforma de Ação instituída na Conferência citada acima.

A poucos dias da comemoração internacional, uma das iniciativas mais inovadoras é a Campanha de Cartas de Mulheres no Peru, que busca tornar visível para as mulheres "um crime que afeta toda a sociedade e tem enormes custos sociais e econômicos em escala nacional e mundial”, assinala Maria del Carmen Panizzo, coordenadora do Programa Regional ComoVoMujer, em referência ao feminicídio.

As cartas convidam as mulheres a compartilhar experiências, medos e esperanças diante da violência para que, ao final dos testemunhos, as autoridades possam revisar as normas e melhorar as políticas públicas do país.

Dados do feminicídio no mundo

De acordo com a consultora jurídica de Direitos Humanos do portal Feminicidio.net, Elena Laporta, a América Latina tem as taxas de feminicídio mais elevadas do mundo. "Dos 25 países com maior número de feminicídios, mais de 50% estão na América: quatro no Caribe, quatro na América Central e seis na América do Sul. Outros sete se encontram na Europa, três na Região Norte e mais três na Região Oeste. Dos restantes, três estão na Ásia e um na África”, detalhou.

Aproximadamente 66 mil mulheres são assassinadas a cada ano em nível global, o que representa 17% do total de mortes violentas. Ademais, os países com maiores taxas de homicídio contra mulheres são África do Sul, El Salvador, Jamaica e Guatemala segundo aponta o relatório ‘Carga global da violência armada 2011.

O dia 25 de novembro, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1999, presta também homenagem a Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, três irmãs ativistas políticas assassinadas na ditadura da República Dominicana.

Mais informações no site www.16dayscwgl.rutgers.eduou redes sociais: Facebook: http://www.facebook.com/16DaysCampaigne Twitter: @CWGL_Rutgers