Ambientalistas pedem proteção marinha no Brasil

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02 Outubro 2012

Participantes do Congresso de Unidades de Conservação, que ocorreu na semana passada, em Natal, aprovaram uma moção pedindo a criação de mais unidades de conservação (UCs) marinhas no País.

O documento, apresentado pela SOS Mata Atlântica e assinado por 72 pesquisadores e 43 instituições que atuam na costa brasileira, cobra dos órgãos governamentais mais agilidade na criação e implementação dessas unidades. Hoje há pelo menos 19 em estágio avançado de elaboração, mas que dependem de aprovação do governo federal.

A informação é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-10-2012.

Um dos exemplos é a ampliação do Parque Nacional de Marinho de Abrolhos. Estava previsto para ser anunciado no primeiro semestre deste ano a criação de um mosaico de áreas protegidas entre Bahia e Espírito Santo, mas a decisão foi adiada.

O pedido vinha sendo feito desde a Rio+20. Na conferência foi lançado o Manifesto Pró-UCs Marinhas do Brasil, que pontuava que os ecossistemas marinhos são os menos protegidos no País - menos de 1% da zona de exploração econômica conta com algum grau de proteção. No mesmo evento, no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, pesquisadores internacionais pediram que pelo menos 10% do mar seja protegido.

"As áreas marinhas protegidas são responsáveis pela manutenção e restauração da produtividade biológica, especialmente dos estoques marinhos, que já se encontram em sua maioria sobre explorados", lembrou no congresso de Unidades de Conservação a bióloga Leandra Gonçalves, da SOS Mata Atlântica.