Igreja alemã abre aos divorciados, mas para o Vaticano é uma ''saída desesperada''

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10 Outubro 2013

Mais uma vez vem da Alemanha uma proposta para a admissão dos divorciados em segunda união aos sacramentos, e mais uma vez dizem no Vaticano que se trata de uma "saída desesperada", que não pode ser coberta com o amplo manto do novo curso bergogliano. Eles acrescentam que Francisco está estudando, sim, o problema, mas ainda não há uma conclusão, e essas "saídas" não ajudam.

A reportagem é de Luigi Accattoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 09-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Trata-se de um texto de "orientações pastorais" do Escritório para a Família da Arquidiocese de Friburgo, que foi noticiado pelo SpiegelOnline. Ele apresenta caminhos de "acompanhamento" para os separados, os divorciados e os divorciados em segunda união. O problema grave é o dos recasados. O texto considera como praticável a sua readmissão aos sacramentos através de conversas com um "guia espiritual", depois de apurada a impossibilidade de voltar ao primeiro matrimônio, realizado um caminho de "penitência" pelos erros cometidos e esclarecida a seriedade da nova união.

O porta-voz vaticano disse que esse texto "provém de um escritório pastoral local e não investe contra a responsabilidade do arcebispo", que é Robert Zollitsch, que renunciou por idade, mas ainda é presidente da Conferência Episcopal Alemã. Portanto, trata-se de uma hipótese de estudo? No entanto, é a primeira vez que um escritório diocesano lança a hipótese dessa possibilidade, e talvez o fizeram se aproveitando do interregno da arquidiocese, mas é provável que Zollitsch seja forçado a tomar distância.

No passado, haviam  sido impedidas por Roma – sob o Papa Wojtyla e sob o Papa Ratzinger – hipóteses menos audazes, que apontavam para novas formas de reconhecimento da nulidade do primeiro matrimônio.

Já duas ou três vezes o Papa Francisco acenou para a questão, prometendo que fará com que o conselho dos oito cardeais e o Sínodo Extraordinário dos Bispos, convocado nessa terça-feira para 2014, estudem a questão. Mas é provável que a solução "inspirada na misericórdia" que Bergoglio tem em mente seja menos audaz do que a de Friburgo.

O fato é que essa matéria é um verdadeiro canteiro de obras, e é natural que, ao papa que estuda um passo, sejam pedidos dois.

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