''Salvemos a agricultura'': o telefonema do papa a Carlo Petrini

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05 Outubro 2013

Elogio papal à sobriedade, enquanto a Santa Sé corta desperdícios e posições de poder através do "G8" que se conclui nessa quinta-feira na Cúria. "A agricultura não nasceu para acumular riquezas, mas sim para garantir o pão de cada dia. A economia dos agricultores tem como elemento fundamental a subsistência: é um trabalho útil e precioso", reconhece Francisco a Carlo Petrini.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 03-10-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ambos são naturais do Piemonte e tem no coração a "biodiversidade", defendida pelo então arcebispo de Buenos Aires nas comunidades agrícolas ameaçadas pelas multinacionais do setor agrícola. No telefonema de 20 minutos com o fundador do Slow Food e do Terra Madre, Bergoglio define como "fundamental" a defesa da criação e lembra um provérbio da avó: "A mortalha não tem bolsos. Quando morremos, não levamos o dinheiro junto".

A uma piada em dialeto piemontês de Petrini, o papa ri e explica que, neste ano, vai visitar os parentes de forma privada. A mesma promessa feita em julho no voo ao Rio: "Tenho muitos primos no Piemonte. Em breve vou ir encontrá-los". Ele está "muito ligado" à terra natal da sua própria família e, por isso, em 2014, fará uma viagem oficial ao Piemonte.

O pontífice contou que o seu pai teve que partir para a Argentina com o navio "Mafalda", que depois afundou. Ele se salvou porque, no último momento, teve que adiar a viagem. "Um sinal do céu", respondeu-lhe Petrini.

As batalhas do Terra Madre são compartilhadas pela Igreja. O Sínodo para a África, de fato, denunciou o patenteamento das sementes e o monopólio sobre as sementes. O documento dos bispos refere-se em particular às plantas cultivadas sobre cujas sementes pairam patentes de engenharia genética. Os agricultores que cultivam plantas transgênicas a cada ano tem que comprar a semente patenteada ou pagar taxas sobre as patentes.