Teólogos pedem que papa nomeie mulheres cardeais

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Setembro 2013

Teólogos católicos da Europa e dos Estados Unidos lançaram um abaixo-assinado ao Papa Francisco pela nomeação de mulheres cardeais, ou cardinalessas. Na sua mensagem, publicada no dia 12 de setembro de 2013 nas revistas Aufbruch, na Suíça, e Publik-Forum, na Alemanha, os signatários lembram que, até o século XIX, até mesmo leigos podiam acessar o cardinalato.

A reportagem é da Agence de Presse Internationale Catholique, 14-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nem a Bíblia, nem o dogma, nem a tradição eclesial oferecem o menor argumento que poderia impedir que o papa implementasse essa medida o mais rápido possível. O papa é livre para remover a condição da ordenação sacerdotal como requisito indispensável que figura no Direito Canônico (cânone 351).

Os signatários referem-se às declarações do Papa Francisco, segundo as quais as mulheres devem desempenhar um papel mais importante na Igreja. Com tal medida, o papa permitiria que as mulheres, que constituem a metade dos membros da Igreja, possam participar da eleição do próximo soberano pontífice.

Para os autores do abaixo-assinado, não se trataria de uma "clericalização" a mais da Igreja, mas sim de uma participação ativa das mulheres nas decisões importantes.

Entre os signatários, figuram particularmente os nomes de Helen Schüngel-Straumann, professora de teologia suíça, Margit Eckholt, professora em Osnabrück, do capuchinho suíço Anton Rotzetter, do filósofo e teólogo austríaco Walter Kirchschläger, da teóloga feminista norte-americana Elisabeth Schüssler Fiorenza, além do comitê da Liga Suíça de Mulheres Católicas.