Poluição tira cinco anos de vida dos chineses

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11 Julho 2013

A poluição do ar está encurtando a vida das pessoas no norte da China em cerca de 5,5 anos em comparação à das do sul do país. A informação, publicada em um estudo feito por especialistas chineses, americanos e israelenses, mostra o desastroso legado de uma política que distribuiu carvão de graça para aquecimento residencial.

A informação é publicada pelo jornal Valor, 09-07-2013.

Problemas ambientais são fonte de um crescente descontentamento social na China. No mês passado, Pequim prometeu adotar novas medidas para combater a poluição do ar, como a aceleração de programas de estímulo ao uso de energia renovável.

O relatório, publicado ontem na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), afirma que a política chinesa de distribuir carvão gratuitamente a todas as localidades ao norte do rio Huai, na China central, entre 1950 e 1980, provocou doenças cardíacas ou respiratórias em 500 milhões de pessoas que vivem nessa área.

"A expectativa de vida está cerca de 5,5 anos mais baixa no norte devido à crescente incidência de mortalidade cariorrespiratória", disseram os pesquisadores.

Ao estudar a poluição do ar e as mortes em 90 cidades, os especialistas descobriram que a expectativa de vida ao desabava ao norte do rio Huai, onde a poluição do ar era 55% maior do que no lado sul entre 1981 e 200. "A análise sugere que a política do rio Huai, que teve a louvável meta de fornecer aquecimento interno, teve consequências desastrosas para a saúde", disse o estudo. A pesquisa não estimou quantas vidas foram salvas ao evitar o frio do inverno na região.

Segundo os cientistas, o estudo pode ajudar economias emergentes, como China, Índia e Brasil, a encontrar melhores maneiras de combinar crescimento econômico a controle ambiental.