Embrapa e UFRJ pesquisam cura para doenças na biodiversidade brasileira

Mais Lidos

  • O que 'Magnifica Humanitas' não entendeu sobre a Torre de Babel, Neemias e IA. Artigo de Cathleen Chopra-McGowan

    LER MAIS
  • “A ciência é o presente do Brasil ao mundo”. Entrevista com o Peter J. Hotez

    LER MAIS
  • O Papa Leão XIV se pronuncia sobre as ordenações da Fraternidade São Pio X e o acordo EUA-Irã

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

08 Abril 2013

Respostas para muitas doenças podem ser encontradas na biodiversidade brasileira. Para tentar descobri-las, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) testam plantas de vários biomas. Alguns exemplares já se mostraram eficazes contra bactérias e fungos causadores de infecções.

A reportagem é de Isabela Vieira e publicada pela Agência Brasil – EBC, 08-04-2013.

O coordenador do projeto no Rio, o químico Humberto Ribeiro Bizzo estuda as propriedades de espécies de plantas em laboratório desde 2012. Neste período, constatou que a sacaca (planta de origem amazônica) deu resultados positivos contra uma bactéria que é encontrada em infecções em hospitais e contra a candidíase, doença predominante em mulheres.

“Nossa orientação é achar novas substâncias ou novos extratos que tenham atividade contra bactérias ou fungos ou com alguma resistência a antibióticos ou, então, contra doenças, como é o caso da candidíase, que afeta grande parte da população em países quentes e úmidos”, explicou Ribeiro Bizzo. Segundo ele, esse é um dos primeiros passos para criar medicamentos.

“Terminada a pesquisa, pegaremos as plantas que têm atividade no laboratório e aumentaremos esses testes para verificar se os extratos são tóxicos na concentração utilizada e se têm atividade em cobaia”, disse. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).