Movimentos sociais se mobilizam em frente ao fórum de Marabá, no Pará

Mais Lidos

  • Pio X e a “participação ativa”: a diferença sagrada entre celebrar e presidir. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 03 Abril 2013

Cerca de 300 pessoas integrantes de movimentos sociais estão reunidas em frente ao Fórum de Marabá, no sudeste paraense, para acompanhar o julgamento dos acusados de assassinar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva em 2011.

A reportagem é do portal G1, 03-04-2013.

Uma missa campal iniciou às 7h30 e foi presidida pelo bispo da Diocese de Marabá, Dom Vital Corbellini e durou cerca de meia hora. Após a celebração, manifestantes fizeram um ato silencioso, em que carregavam cruzes de madeira contra o peito, simbolizando as mortes no campo.

Uma delegação internacional formada por entidades que representam os trabalhadores rurais da Argentina, Colômbia e Suécia também está em Marabá. Eles vão acompanhar o júri com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetragri).

"A gente espera que dessa vez haja condenação e justiça. A gente, como sociedade brasileira e paraense, não aguenta que essa impunidade continue acontecendo", afirma a coordenadora do MST Mercedes Queiroz. Segundo o MST, no estado do Pará, 38 pessoas estão marcadas para morrer.

Um dos agricultores que morava no mesmo assentamento do casal de extrativistas assassinado é um dos que está ameaçado de morte. Ele prefere não revelar sua identidade e desabafa. "Eu peço aqui nesse momento que a Justiça venha a fazer algo por nós. Eu sou brasileiro, pago meus impostos e hoje não posso estar em Marabá, meus filhos não têm o direito de estudar e eu vivo como um foragido, vivendo em outro estado".

O ator Osmar Prado é uma das pessoas que está no Fórum de Marabá como representante do Movimento Humanos Direitos (MHuD), dos quais fazem parte ainda artistas conhecidos nacionalmente como Paulo Betti, Letícia Sabatella, Ângelo Antônio, Sérgio Mamberti, Marcos Winter, Leonardo Vieira, Camila Pitanga, entre outros.

"Precisamos de todas as maneiras combater a violência no campo. A impunidade deve ser combatida e o julgamento de casos como esse representa o início.", contou o ator. O Movimento Humanos Direitos (MHuD) desenvolve atividades em prol da paz e dos direitos humanos. O foco é voltado para os problemas do trabalho escravo, dos abusos praticados contra crianças e adolescentes, as questões dos quilombolas, do meio ambiente e dos povos indígenas.