O diaconato feminino segundo o cardeal Walter Kasper

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • A ideologia da Palantir explicada por Varoufakis

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Fevereiro 2013

Um novo cargo para as mulheres, isto é, uma forma particular de diaconato feminino. Essa é a proposta feita pelo cardeal Walter Kasper, durante uma jornada de estudo organizada no âmbito da assembleia de primavera da Conferência Episcopal Alemã, em Trier, e que tem o objetivo de discutir como envolver mais as mulheres na vida eclesiástica.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 22-02-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Kasper falou de uma "diaconisa" paroquial, que seria diferente do diácono clássico, e que poderia desempenhar funções pastorais, de caridade, de catequese, além de serviços litúrgicos particulares. A diaconisa não seria receberia o sacramento da Ordem, mas uma bênção.

Hoje, muitas mulheres já desempenham funções diaconais, de modo que não se pode recusar, em princípio, o enfrentamento da questão, argumentou Kasper. Dessa forma, se retomaria uma antiga tradição, acrescentou, lembrando que o diaconato feminino estava previsto na Igreja dos séculos III e IV.

No que diz respeito ao sacerdócio feminino, no entanto, o cardeal reiterou um firme "não": "Acredito que não se possa mudar nada no fato de que não se pode ordenar mulheres como sacerdotisas. Trata-se da tradição ininterrupta da Igreja oriental, assim como da ocidental", observou Kasper.

Como lembra Franz-Josef Bode, bispo de Osnabrück e presidente da Comissão de Pastoral da Conferência Episcopal Alemã, os bispos alemães também se empenharam para aumentar sensivelmente o número das mulheres nas posições eclesiásticas de cúpula que não pressuponham a ordenação sacerdotal. Em cinco anos, serão avaliados os desenvolvimentos nessa frente.

Atualmente, as mulheres que ocupam cargos de direção acessíveis aos leigos nos níveis mais altos níveis da estrutura organizativa das dioceses alemãs chegam a 13%, enquanto as de níveis intermediários são 19%. Segundo a Conferência Episcopal Alemã, trata-se de um crescimento significativo com relação a 2005, quando a cota das mulheres era de, respectivamente, 5% e 13%. As mulheres cumprem, dentre outras coisas, as funções nos setores de ensino e formação, direito e serviço de pastoral.