Igreja e diplomacia: o ''tapa'' da Alemanha no Vaticano

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19 Mai 2014

No dia 7 de maio, o Conselho de Ministros alemão nomeou a democrata-cristã Annette Schavan como nova embaixadora da Alemanha junto à Santa Sé. E, no dia seguinte, o conselho irlandês também indicou uma mulher, Emma Madigan, como sua representante diplomática junto ao papa.

A nota é de Sandro Magister, publicada no blog Settimo Cielo, 16-05-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Não é certo que a Santa Sé já tenha dado a sua aprovação às duas nomeações. Se assim for, em ambos os casos, a publicidade antecipada dada às designações coloca a Secretaria de Estado vaticana contra a parede, forçada a decidir publicamente, em vez de sigilosamente, se aprova ou não as duas embaixadoras.

A escolha irlandesa – que reporta a Roma a embaixadora de Dublin depois que, em 2011, o governo rebaixou essa sua sede diplomática como não residencial – recaiu sobre uma diplomata de carreira, em serviço há 14 anos junto ao Ministério das Relações Exteriores.

O discurso é diferente para a escolha alemã.

Annette Schavan é uma política propriamente dita, muito amiga da chanceler Angela Merkel. E totalmente política também parece ser a origem da sua nomeação. De acordo com o que foi publicado pelo jornal Bild Zeitung, os escritórios do Ministério das Relações Exteriores alemão estavam em claro desacordo, considerando a designada como alguém sem os requisitos mínimos para um cargo diplomático.

Mas também no campo político o currículo de Schavan não é imaculado. Em fevereiro de 2013, ela teve que renunciar ao cargo de ministra da Educação, que ele ocupava há oito anos, depois que a Universidade de Düsseldorf anulou a sua tese de doutorado por plágio.

Além de estar comprometida com o partido democrata-cristão, Schavan também teve papéis de destaque no laicato católico alemão. Sempre em posições progressistas, como católica "adulta".

Em 1999, como vice-presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães, o Zentralkomitee der deutschen Katholiken (ZdK), ela se opôs à intenção do Vaticano e, especialmente, do então cardeal Joseph Ratzinger de impedir que os consultores católicos continuassem emitindo um atestado de consulta, necessário para quem quisesse abortar.

Em 2011, juntamente com outros sete políticos católicos alemães, ela pediu publicamente que se tornasse menos rígida a disciplina do celibato sacerdotal e, se necessário, que se concedesse uma isenção especial nesse sentido para a Alemanha.

No ano anterior, Schavan também recebeu uma repreensão do então arcebispo – hoje cardeal – de Munique, Reinhard Marx, por ter apoiado, como ministra da Pesquisa Científica, o uso de células-tronco embrionárias para fins científicos.

"Isso me decepcionou profundamente", disse à revista Der Spiegel o purpurado que o Papa Francisco chamou para se sentar no conselho dos oito cardeais consultores e para liderar o recém-nascido conselho para a economia.

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