Oito de cada dez alemães acreditam que o uso de anticoncepcionais não é pecado

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Por: André | 28 Janeiro 2014

Os católicos alemães não sintonizam com a atual postura da Igreja católica sobre família, a moral sexual ou os métodos anticoncepcionais. Ao menos é o que se pode desprender das respostas recebidas pelas 27 dioceses alemãs ao questionário do Papa para o Sínodo sobre a Família, como antecipou o Der Spiegel.

 
Fonte: http://bit.ly/1fr0ZPY  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 27-01-2014. A tradução é de André Langer.

Os dados são estarrecedores, destacando que 69% dos católicos reconhecem viver sem respeitar os dogmas da Igreja, ou que 86% consideram que o uso de métodos anticoncepcionais não pode ser declarado pecado. Sete de cada dez católicos praticantes casados em segunda união reconhecem comungar habitualmente na Alemanha.

Os números chegaram a tal ponto que o cardeal Karl Lehmann reconheceu que “acreditam e reforçam a impressão de uma situação infeliz e fatal”. O cardeal acrescenta que “sabíamos há tempo” do profundo abismo entre a hierarquia e os fiéis nestas questões.

Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha são alguns dos países em que os bispos decidiram contar diretamente com as opiniões dos fiéis. Na Espanha, ao contrário, estes não tiveram a oportunidade de participar, e as conclusões que serão enviadas a Roma serão um resumo das contribuições de cada diocese. Mesmo assim, muitos católicos quiseram participar de diferentes iniciativas, como aquela lançada pelo Religión Digital, cujos resultados foram encaminhados – com confirmação – à Conferência dos Bispos, à Nunciatura e ao secretário-geral do Sínodo, Lorenzo Baldiseri.

Além das dioceses, outras organizações, como a Federação de Juventudes Católicas Alemãs, também responderam ao questionário. Algumas de suas conclusões também são retumbantes: “A moral sexual eclesiástica não significa absolutamente nada para nove de cada dez jovens católicos alemãs. As relações pré-matrimoniais e os anticoncepcionais fazem parte do dia a dia da sua vida”.

A diocese de Mainz, por sua vez, em seu resumo, revela o afastamento que os católicos praticantes sofrem das suas hierarquias. A indignação começa pela linguagem utilizada na redação da pesquisa, segundo se conclui de algumas respostas. “Como centro-europeu, sente-se que o tempo retrocede um século”, assinalava um questionário.