Cardeal da Letônia toma Hitler e Stalin como exemplo de políticas em matéria de sexualidade

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Por: André | 20 Mai 2015

O cardeal Janis Francis Pujats, o clérigo católico mais importante da Letônia, provocou, nesta segunda-feira, uma polêmica ao afirmar que a proibição da homossexualidade por parte de Adolf Hitler e Josef Stalin foi melhor que as políticas adotadas pela União Europeia em matéria de liberdades sexuais.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 19-05-2015. A tradução é de André Langer.

“Pode parecer duro dizer isso, mas nem os regimes de Hitler e Stalin se atreveram a fazer política de Estado das leis de sodomia. A União Europeia lançou uma cruzada contra a fé cristã”, acrescentou, segundo informou o jornal letão Kasjauns.

Pujats fez estas declarações durante uma ida ao Parlamento no contexto da investigação sobre a queda do telhado de um supermercado em 2013.

Suas palavras foram criticadas imediatamente por alguns dos presentes, que lhe recordaram que seu comparecimento devia restringir-se unicamente a assuntos relacionados à tragédia.

A sociedade letã mantém uma postura conservadora sobre a homossexualidade. No entanto, seu ministro de Relações Exteriores, Edgars Rinkevics, declarou abertamente a sua homossexualidade em 2014. A capital, Riga, acolherá este ano o Festival Europride [evento realizado pela Associação Europeia do Orgulho Gay], entre os dias 15 e 21 de junho.