Uma monja budista se imola pela volta de Dalai Lama e liberdade do Tibete

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13 Abril 2015

Uma monja budista de 47 anos se ateou fogo para protestar contra a dominação chinesa do Tibete e para solicitar o retorno do Dalai Lama. A religiosa realizou um giro ritual do mosteiro Chokri Ngagong (condado de Draggo, na zona de Kardze), solicitando o retorno do Dalai Lama, orando por sua vida e pela liberdade do Tibete. Depois se auto-imolou e teria morrido no lugar. A tragédia ocorreu, segundo fontes de Radio Free Asia, no passado dia oito de abril. É a 138ª pessoa a escolher esta forma suprema de protesto desde 2009.

A informação é de Asia News, 11-04-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

Segundo a fonte, a monja seria Yeshi Khado: “Pouco depois de ter realizado o seu sacrifício, caiu por terra. Naquele momento chegou a polícia que levou embora o seu corpo. Os parentes solicitaram às autoridades que o restituíssem, mas lhes foi negado. Quem estava presente na ocasião do sacrifício está quase certo que tenha morrido no lugar”.

Um monge budista da mesma zona, que agora vive na Austrália, conta: “Na noite anterior ao seu gesto visitou a estrutura e convidou os presentes a serem felizes e se divertirem. Mas também lhes solicitou de fazerem algo pela causa do Tibete. Ninguém suspeitava nada: era uma mulher muito simples, humilde e amigável com os outros”.

Desde os sangrentos protestos de Lhasa de 2009, as autoridades chinesas aumentaram o controle sobre as zonas tibetanas para prevenir as auto-imolações e prendendo os tibetanos que promovessem este tipo de protestos. Aqueles que se imolam solicitam o livre retorno do Dalai Lama ao Tibete e liberdade para a região.

O Dalai Lama, o chefe espiritual do budismo tibetano, é acusado pela China como um separatista e como “um lobo travestido de cordeiro”. Ele frequentemente solicitou aos jovens que preservassem sua vida, utilizando-a para um protesto mais construtivo e menos desesperado.