Uma monja budista se imola pela volta de Dalai Lama e liberdade do Tibete

Mais Lidos

  • Apenas algumas horas após receber um doutorado honorário da UAB, essa importante voz da teoria feminista analisa as causas e possíveis soluções para a ascensão do totalitarismo

    “É essencial que a esquerda pare de julgar a classe trabalhadora que vota na direita.” Entrevista com Judith Butler

    LER MAIS
  • O Sínodo apela a "uma mudança paradigmática na forma como a Igreja aborda as questões doutrinais, pastorais e éticas mais difíceis", como as que dizem respeito aos fiéis LGBTQIA+

    LER MAIS
  • “Ameaçando muitos católicos” — Trump difama o Papa Leão XIV 48 horas antes de reunião com Rubio

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Abril 2015

Uma monja budista de 47 anos se ateou fogo para protestar contra a dominação chinesa do Tibete e para solicitar o retorno do Dalai Lama. A religiosa realizou um giro ritual do mosteiro Chokri Ngagong (condado de Draggo, na zona de Kardze), solicitando o retorno do Dalai Lama, orando por sua vida e pela liberdade do Tibete. Depois se auto-imolou e teria morrido no lugar. A tragédia ocorreu, segundo fontes de Radio Free Asia, no passado dia oito de abril. É a 138ª pessoa a escolher esta forma suprema de protesto desde 2009.

A informação é de Asia News, 11-04-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

Segundo a fonte, a monja seria Yeshi Khado: “Pouco depois de ter realizado o seu sacrifício, caiu por terra. Naquele momento chegou a polícia que levou embora o seu corpo. Os parentes solicitaram às autoridades que o restituíssem, mas lhes foi negado. Quem estava presente na ocasião do sacrifício está quase certo que tenha morrido no lugar”.

Um monge budista da mesma zona, que agora vive na Austrália, conta: “Na noite anterior ao seu gesto visitou a estrutura e convidou os presentes a serem felizes e se divertirem. Mas também lhes solicitou de fazerem algo pela causa do Tibete. Ninguém suspeitava nada: era uma mulher muito simples, humilde e amigável com os outros”.

Desde os sangrentos protestos de Lhasa de 2009, as autoridades chinesas aumentaram o controle sobre as zonas tibetanas para prevenir as auto-imolações e prendendo os tibetanos que promovessem este tipo de protestos. Aqueles que se imolam solicitam o livre retorno do Dalai Lama ao Tibete e liberdade para a região.

O Dalai Lama, o chefe espiritual do budismo tibetano, é acusado pela China como um separatista e como “um lobo travestido de cordeiro”. Ele frequentemente solicitou aos jovens que preservassem sua vida, utilizando-a para um protesto mais construtivo e menos desesperado.