Vaticano: Francisco explica expressão "quem sou eu para julgar o outro?"

Mais Lidos

  • A nova missão do mundo católico diante da trajetória do trumpismo. Artigo de Stefano Zamagni

    LER MAIS
  • Pix vira foco de tensão entre Brasil e governo Trump

    LER MAIS
  • Assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da Diocese de Juína refletem sobre os desafios da cultura do encontro entre indígenas e não indígenas na sociedade brasileira e relembram a memória do jesuíta Vicente Cañas, que viveu com povos isolados na década de 1970, entre eles, os Enawenê-nawê, no Mato Grosso

    “Os povos indígenas são guardiões de conhecimentos essenciais para toda a humanidade”. Entrevista especial com Caroline Hilgert e dom Neri José Tondello

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Março 2015

O Papa Francisco afirmou hoje no Vaticano que a frase ‘quem sou eu para julgar o outro?’ obedece a uma orientação do próprio Jesus, que determina aos católicos que não julguem nem condenem.

A reportagem foi publicada pela Agência Ecclesia, 02-03-2015.

“No Evangelho, Jesus é claro: sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Quando alguém aprende a acusar-se a si mesmo é misericordioso com os outros: ‘Mas quem sou eu para julgá-lo, se sou capaz de fazer coisas piores?”, explicou, durante a homilia da Missa a que presidiu esta manhã na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco observou que a capacidade de se reconhecer como “pecador” é uma virtude cristã, porque evita o discurso de desculpabilização.

“Todos nós somos peritos, somos doutores ao justificarmo-nos: ‘Eu não fui, não foi culpa minha, também não era caso para tanto’. As coisas são assim, todos temos um álibi para as nossas falhas, os nosso pecados”, observou.

O Papa alertou que o caminho mais fácil é “acusar os outros”, mas leva a “falar mal” e “matar moralmente”.

“Quando vou pela rua, passo diante da prisão: ‘Ah, estes mereciam-no’. Mas tu não sabes que se não fosse pela graça de Deus, estarias ali? Pensaste que és capaz de fazer as coisas que eles fizeram ou pior ainda?”, questionou Francisco, no habitual registro em diálogo das suas homilias matinais.

No início do tempo da Quaresma, em preparação para a Páscoa, o Papa pediu aos católicos que rezem pela “graça de aprender a acusar-se” diante de Deus, pedindo a sua “misericórdia”.